Tribunal de Contas estima impacto financeiro das medidas em 12.688 ME
Covid-19
16 de dez. de 2024, 17:46
— Lusa/AO Online
De
acordo com o TdC, que realizou 47 ações de controlo entre 2020 e 2024,
nem sempre foram atingidos os resultados desejados, nem observados
“todos os princípios básicos necessários para garantir a transparência e
responsabilidade exigidos na gestão pública”.A
instituição de controlo das contas públicas considerou que a
administração pública, ao nível central, regional e local, apresentou
“maleabilidade suficiente” para reagir, adaptar-se e responder com
celeridade à emergência provocada pela pandemia, num quadro de “exigente
mudança”, com medidas legislativas de exceção e novas políticas
públicas. Os planos de contingência médica e o programa de vacinação foram “adequados e eficazes”.Porém,
as medidas de apoio ao emprego, ao consumo e ao ensino a distância,
apesar de aplicadas na totalidade, registaram “alguns erros” e demoras,
não tendo chegado de forma uniforme aos destinatários.Também
as medidas de apoio às estruturas residenciais para idosos, à
recuperação de aprendizagens e de combate aos efeitos adversos na
economia e na habitação apresentaram ineficiências, segundo o relatório
“Gestão da Crise Pandémica de Covid-19”.O
TdC advertiu para a necessidade de uma maior resiliência do Serviço
Nacional de Saúde (SNS), em futuras emergências, bem como para a
importância de serem aprovados planos, tanto ao nível estratégico como
operacional, para acorrer a novos incidentes graves ou catástrofes, “num
trabalho fundamental de antecipação” por parte dos governos e das
organizações e estruturas públicas.Afirmou
também ser imprescindível acautelar “procedimentos básicos de gestão e
controlo” que garantam a transparência e responsabilidade exigidas em
contextos de exceção, em que é necessário “desembolsar rapidamente
avultados fundos de ajuda de emergência”, com vista a prevenir
pagamentos indevidos e potenciais riscos de desperdício e fraude na
gestão pública.No documento, os relatores
destacam igualmente a relevância de sistemas de informação integrados e
eficazes, do reporte transparente (despesa pública realizada, da receita
perdida e do custeio das atividades relacionadas com a resposta
pandémica e respetivo financiamento) e de informação de qualidade para o
controlo das medidas e para a efetiva prestação de contas, incluindo a
avaliação da eficácia das medidas adotadas.