Tribunal de Contas emite juízo com reservas e recomendações à Conta Geral do Estado de 2022
3 de out. de 2023, 11:47
— Lusa
O parecer sobre a Conta
Geral do Estado (PCGE) de 2022, emitido pelo Tribunal de Contas (TdC),
foi entregue esta manhã pelo presidente daquela instituição, José
Tavares, e pela juíza conselheira relatora, Ana Furtado, ao Presidente
da Assembleia da República, Augusto Santos Silva.Naquele
que é o segundo parecer da CGE que o Tribunal disponibiliza em
setembro, antes da entrega do Orçamento do Estado para o próximo ano e
três meses antes face aos anteriores calendários, a instituição faz 57
recomendações ao Governo e à Assembleia da República, com o objetivo de
responder a “fragilidades detetadas”.“O
parecer mostra que há um caminho a percorrer com caráter prioritário ao
nível da implementação da Reforma das Finanças Públicas, sem o qual, a
Conta do Estado como um todo, permanece incompleta”, assinala o TdC. O
Tribunal dá conta de que das recomendações anteriormente formuladas,
três foram implementadas, em 32 verificaram-se progressos e 13 ainda não
tiveram início de acolhimento. Entre as
novas recomendações, o Tribunal destaca “a necessidade do reforço do
planeamento e da liderança para assegurar avanços na implementação da
Lei de Enquadramento Orçamental”. Para o
Tribunal, “estes avanços são essenciais à concretização da nova Conta
Geral do Estado e à inclusão de informação completa sobre a dívida
pública, a tesouraria, o património financeiro e o património
imobiliário”.Por outro lado, o parecer
considera ainda que devem ser adotadas melhorias na informação sobre os
resultados das políticas públicas – “incluindo as que afetam as despesas
com o pessoal e a revisão da despesa pública -, na estratégia de
investimento dos excedentes da Segurança Social, no reconhecimento
contabilístico de ativos e passivos da Segurança Social, no património
imobiliário da Segurança Social e na informação relativa ao processo de
descentralização de competências.O parecer
do TdC destina-se à Assembleia da República para aprovação da CGE e ao
Governo para promover a implementação das recomendações, mas também aos
cidadãos para informar sobre a aplicação dos recursos públicos,
promovendo a transparência, a integridade e a responsabilidade das
contas públicas.