Tribunal de Contas “chumba” contratos de equipamento do Exército de 2,1 ME
26 de ago. de 2020, 12:19
— Lusa/AO Online
Num acórdão
datado de 01 de abril e noticiado esta quarta-feira pelo jornal diário Público, os
juízes do TdC consideram que o Ministério da Defesa Nacional, liderado
por João Gomes Cravinho, levou a cabo uma construção “artificial” de
exclusividade para as empresas contratadas, embora a decisão política
tenha pertencido ainda ao Governo PSD/CDS-PP, em 2015.Em
causa está o fornecimento de “capacetes balísticos IIIA” pela empresa
Fibrauto – Fabrico de Objetos em Polyester, Lda., pelo preço contratual
de 925 mil euros e de “coletes, cotoveleiras e joelheiras” pela Latino
Confecções, Lda., pelo preço contratual de 1,2 milhões de euros.No
despacho ministerial, citado pelo Público, Gomes Cravinho justificou
que “os contratos só podem ser executados por estas entidades”, pois
fazem parte de um consórcio na área da investigação e desenvolvimento
criado em 2015 pelo seu antecessor, Aguiar-Branco, para desenvolver
novos equipamentos militares de proteção individual com elevada
resistência, denominado “Auxdefense”.