Tribunal Constitucional chumba lei da morte medicamente assistida
Eutanásia
15 de mar. de 2021, 17:47
— Lusa/AO Online
O diploma que despenaliza a morte
medicamente assistida foi enviado para fiscalização preventiva da
constitucionalidade no dia 18 de fevereiro. O
anúncio foi feito em sessão na sede do TC, em Lisboa, pelo juiz
relator, Pedro Machete, e depois foi explicado, em comunicado lido pelo
presidente, João Caupers.A decisão foi tomada por maioria, de sete juízes contra cinco.Os
juízes deram razão às dúvidas levantadas pelo Presidente quanto aos
“conceitos excessivamente indeterminados, na definição dos requisitos de
permissão da despenalização da morte medicamente assistida, e consagra a
delegação, pela Assembleia da República, de matéria que lhe competia
densificar".Face à declaração de
inconstitucionalidade, o diploma deverá ser vetado pelo Presidente da
República e devolvido, neste caso, ao parlamento, que poderá
reformulá-lo expurgando o conteúdo julgado inconstitucional ou
confirmá-lo por maioria de dois terços.