Três interpelações e um debate de urgência marcam agenda parlamentar nos Açores
Hoje 08:58
— Lusa/AO Online
A
ordem de trabalhos, definida pela conferência de líderes
parlamentares, começa com uma interpelação apresentada pelo deputado
único do BE, António Lima, sobre o aumento do preço dos combustíveis nos
Açores e o seu impacto na economia e no custo de vida dos açorianos.Uma
interpelação que surge na sequência do "aumento brutal" do preço dos
combustíveis, que se verificou nos Açores a partir de 1 de maio, na
sequência da crise provocada pela guerra no Médio Oriente.Os
57 deputados ao parlamento açoriano vão também debater, por proposta da
bancada do Chega, o futuro do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES),
de Ponta Delgada, numa altura em que se assinalam dois anos em que
ocorreu um incêndio naquela unidade de saúde, que provocou avultados
estragos e obrigou a suspender centenas de consultas e atos médicos na
região."Dois anos depois do incêndio, o
prometido 'hospital do futuro' mantém-se apenas nas intenções", lamentam
os deputados do Chega, lembrando que o hospital modular (estrutura
provisória construída após o incêndio de 04 de maio de 2024), tornou-se
"definitiva", ao passo que os serviços de saúde degradam-se e as
"fragilidades" do Serviço Regional de Saúde "agravam-se".O
PS, o maior partido da oposição nos Açores, tem também agendada para
quarta-feira uma interpelação ao Governo Regional de coligação PSD,
CDS-PP e PPM sobre o futuro das pescas no arquipélago, um setor que os
socialistas entendem estar a enfrentar crescentes dificuldades e
incerteza, acusando o executivo liderado pelo social-democrata José
Manuel Bolieiro de "deixar pescadores e armadores ao abandono".A
agenda parlamentar desta semana inclui, ainda, uma terceira
interpelação ao Governo Regional, desta vez da autoria da bancada do
PSD, sobre emprego e qualificação profissional, setores que, segundo os
deputados social-democratas, têm crescido nos Açores, por via das
medidas tomadas pelo executivo de coligação.Os
deputados vão também analisar duas propostas, uma do PS e outra do PSD,
que defendem a criação de incentivos para a criação de novas rotas
aéreas e para a vinda de novas companhias aéreas para os Açores, na
sequência da saída da companhia de baixo custo Ryanair, que deixou de
voar para o arquipélago no final de março.