Três estudantes premiados com Bolsa Dionísio Raposo Leite
Hoje 11:27
— Filipe Torres
O Grupo Finançor anunciou os três bolseiros vencedores da Bolsa de Mérito Mérito Dionísio Raposo Leite para a edição 2026/2027. Segundo a nota de imprensa do grupo económico enviada à redação, este ano, excecionalmente, foi atribuída uma bolsa adicional às duas habituais.A entidade selecionou os estudantes Catarina Costa, residente da ilha Terceira, estudante da licenciatura em Línguas Modernas, na Universidade de Coimbra; Elvira Sousa, residente da ilha de Santa Maria, estudante da licenciatura em Ciências Biomédicas Laboratoriais, na Escola Superior de Saúde de Lisboa; e Francisco Botelho, residente da ilha de São Miguel, estudante da licenciatura em Engenharia Informática e Computação, na Universidade do Porto.“A seleção teve em consideração o mérito académico e curricular dos 59 candidatos, o seu envolvimento em atividades extracurriculares e na comunidade, bem como a situação socioeconómica do agregado familiar. Face à qualidade das candidaturas recebidas, o Grupo Finançor decidiu, excecionalmente, atribuir uma terceira bolsa, permitindo reconhecer mais um percurso académico de mérito”, explica o Grupo Finançor.A empresa refere que a frequência do ensino superior fora da ilha implica, para muitos dos estudantes açorianos, custos adicionais com alojamento, alimentação, transportes e materiais de estudos, especialmente nas cidades com maior concentração de instituições de ensino superior no país.“Neste contexto, a Bolsa de Mérito Dionísio Raposo Leite procura contribuir para o acesso e a continuidade dos percursos académicos, reconhecendo o mérito dos estudantes e apoiando as suas famílias nesta etapa através de uma prestação mensal de 500€. O apoio poderá prolongar-se ao longo do percurso académico, mediante o cumprimento dos requisitos previstos no regulamento”, afirma a empresa.Para o presidente executivo do Grupo Finançor, Romão Braz, “a atribuição da Bolsa de Mérito Dionísio Raposo Leite é uma forma de dar continuidade a um legado do meu avô que valorizava o trabalho, o conhecimento e a capacidade de construir o futuro”.Catarina Costa considera que esta bolsa “é um orgulho” tanto para si como para quem acompanhou o seu percurso, mas principalmente para a área das Humanidades. “Esta é mais uma prova de que as Letras também contam”, salienta.Por sua vez, Elvira Sousa entende que esta apoio representa “um apoio muito importante” nesta nova etapa e para “encarar o futuro com mais confiança”.Já Francisco Botelho realça que esta distinção é “um passo importante” para ser engenheiro informático e “um alívio” para a família, que “sempre fez tantos sacrifícios”.Até ao momento, já foram registados sete bolseiros desde 2024/25.