Quando o “novo” coronavírus
ainda parecia um problema distante. Estávamos muito longe de saber o que
estava para vir. Talvez por
isso tenha sido ainda mais difícil tomar a decisão de cancelar o
festival.
E se o Tremor foi um dos primeiros a cancelar, também será o primeiro –
ou um dos primeiros – a regressar num formato que, não sendo o “normal”,
também não andará assim tão longe disso. A programação é extensa – de 7
a 11 de setembro –, voltam os artistas nacionais
e internacionais – alguns bem conhecidos – e volta a haver muita gente
junta – ainda que com restrições.
Para quem já participou em edições anteriores, esta talvez seja a grande
mudança: de um festival que começou com mini-concertos em galerias de
arte, bares, lojas de roupa e quartos de hotel, o Tremor deste ano vai
privilegiar o ar-livre. Não é preciso explicar
porquê.
De resto, mantém-se quase tudo aquilo que distingue o festival: para os
mais ativos, os passeios pedestres com performance musical no Tremor
Todo-o-Terreno, para as famílias o Mini-Tremor, com apresentações
artísticas dirigidas aos mais novos, e o Tremor na
Estufa – o conceito mais emblemático do festival – que leva o público
para um sítio secreto para ver um artista que só é desvendado no próprio
local.
Até as participações da Orquestra de Música de Rabo de Peixe e o projeto
Ondamarela em colaboração com a Associação de Surdos da Ilha de São
Miguel, que têm gerado alguns dos momentos mais emotivos do festival,
estão de regresso.