Travessias ilegais nas fronteiras da UE com descida anual de 39% no início de 2026
Hoje 12:40
— Lusa/AO Online
De acordo
com dados preliminares divulgados pela Frontex, foram detetadas
mais de 21.400 travessias entre janeiro e março deste ano, o que
representa uma querda de 39% em termos homólogos.“As
más condições meteorológicas nas principais rotas migratórias para a
União Europeia estiveram entre os principais fatores por detrás de uma
acentuada diminuição contínua das travessias irregulares de fronteira”,
justifica a agência europeia.Ainda assim,
apesar da diminuição das chegadas irregulares, a Organização
Internacional para as Migrações estima que quase mil pessoas tenham
morrido no Mediterrâneo desde o início do ano, muitas em circunstâncias
relacionadas com o mau tempo e com o uso de embarcações precárias.Entre
as principais rotas migratórias, o Mediterrâneo Oriental destacou-se
como a mais movimentada, com cerca de 6.500 entradas registadas, embora
tenha registado uma descida de 34% face ao ano anterior.Já o Mediterrâneo Central contabilizou aproximadamente 6.200 travessias, menos 33% em termos homólogos.Por
outro lado, o Mediterrâneo Ocidental foi a única rota principal a
apresentar um aumento, com cerca de 4.400 deteções, o que representa uma
subida de 66% nos primeiros três meses deste ano face ao mesmo período
de 2025.A rota da África Ocidental
registou a maior queda, com uma redução de 83% nas deteções em
comparação com o primeiro trimestre do ano passado.As
tentativas de saída em direção ao Reino Unido através do Canal da
Mancha diminuíram também 41%, para cerca de 6.600, incluindo tanto as
travessias bem-sucedidas como as impedidas pelas autoridades.A
Frontex adianta que a evolução da situação no Médio Oriente – dado o
conflito no Irão iniciado pelos Estados Unidos e por Israel – poderá vir
a aumentar a pressão migratória nos próximos meses, embora, até ao
momento, não se tenha verificado um impacto significativo nas fronteiras
externas da UE.Atualmente, mais de 3.700
agentes da agência estão destacados no terreno para apoiar os
Estados-membros na vigilância das fronteiras e em operações de
salvamento no mar.