Transporte de passageiros em alta e de mercadorias em baixa no 2.º trimestre -
12 de set. de 2019, 15:00
— Lusa/AO Online
Segundo o Instituto Nacional de Estatística
(INE), de abril a junho o movimento de passageiros nos aeroportos
nacionais atingiu 16,7 milhões, aumentando 7,8% em termos homólogos
(+6,2% no primeiro trimestre), enquanto os passageiros transportados por
metropolitano subiram 8,5% (+6,1% no primeiro trimestre) para 68,2
milhões e o transporte fluvial de passageiros progrediu 8,3%, após ter
crescido 12,6% no trimestre anterior. Já
na movimentação de mercadorias, com exceção do transporte aéreo (que
aumentou 9,1%, após +5,4% no primeiro trimestre), verificaram-se
reduções nos vários modos de transporte: -8,1% nos portos marítimos
nacionais (+2,9% de janeiro a março), -16,2% por ferrovia (-3,0% no
trimestre anterior) e -2,8% por via rodoviária (+0,7% no trimestre
precedente). De abril a junho verificou-se
uma “ligeira aceleração” do movimento de passageiros nos aeroportos
nacionais, com um crescimento de 7,8% (embarques, desembarques e
trânsitos diretos), acima da variação de +6,2% no primeiro trimestre,
para um movimento total de 16,7 milhões de passageiros.
O aeroporto de Lisboa movimentou 8,4 milhões de passageiros (metade do
movimento total), registando um aumento homólogo de 8,5% (+4,2% no
segundo trimestre), enquanto o aeroporto do Porto correspondeu a 21,2%
do total nacional e registou “o maior crescimento entre os principais
aeroportos”, ao progredir 10,4% (+9,5% no primeiro trimestre) para 3,5
milhões de passageiros. O movimento de
passageiros em Faro ascendeu a 3,0 milhões (17,7% do total), abrandando
para um crescimento de 5% face aos 12,3% do trimestre precedente.
O movimento de passageiros nos aeroportos do Funchal (quota de 5,1%) e
Ponta Delgada (3,4% do total) registou aumentos de 0,7% e 8,9% (+4,1% e
+6,7% no primeiro trimestre, respetivamente).
De acordo com o INE, no primeiro trimestre contabilizaram-se 62,8 mil
aterragens de aeronaves em voos comerciais nos aeroportos nacionais
(+3,5%, tal como no trimestre precedente), com acréscimos de 4,1% no
Continente e de 4,8% nos Açores e um decréscimo de 5,9% na Madeira.
No modo ferroviário, ascenderam a 43,1 milhões os passageiros
transportados de abril a junho, sendo que 89,9% do total (38,8 milhões)
correspondeu a tráfego suburbano, vigorando já o novo sistema de passes
nas Áreas Metropolitanas do Porto e de Lisboa. O transporte em tráfego
interurbano envolveu 4,3 milhões de passageiros (+4,2%; +1,5% no
primeiro trimestre), registando-se ainda 67,6 mil passageiros em tráfego
internacional (+4,1%; -9,8% no trimestre anterior)
No segundo trimestre o transporte por metropolitano “manteve o
andamento positivo que se verifica desde 2014”, acelerando para 8,5%
face aos 6,1% do trimestre anterior para um total de 68,2 milhões de
passageiros transportados (46,1 milhões no Metro de Lisboa e 18,1
milhões no Metro do Porto). Também o
transporte fluvial (nacional e internacional) de passageiros continuou a
aumentar, com 5,5 milhões de passageiros e um aumento homólogo de 8,3%
(+12,6% no primeiro trimestre) de abril a junho, representando o
transporte de passageiros no rio Tejo 87,3% do total (+7,9%, +12,6% no
trimestre anterior). No que se refere ao
transporte de mercadorias, no segundo trimestre apenas os movimentos por
via aérea registaram uma evolução positiva, como um total de 51,5 mil
toneladas (+9,1%, +5,4% no trimestre anterior).
Já os portos marítimos nacionais registaram decréscimos no número
(-4,4%) e na dimensão/GT (-6,0%) das embarcações entradas, após subidas
de 2,4% e 12,0%, respetivamente, no trimestre anterior, tendo as
mercadorias movimentadas totalizado 21,9 milhões de toneladas, recuando
8,1% (+2,9% no trimestre precedente).
Quanto ao transporte ferroviário de mercadorias, o INE aponta uma
redução de 16,2% nas toneladas transportadas, “mais pronunciada” que no
trimestre anterior (-3,0%), e um recuo de 12,3% nas toneladas por
quilómetro (+12,2% no primeiro trimestre).
Em quebra, de 2,8% (+0,7% no trimestre anterior), esteve também o
transporte rodoviário de mercadorias, penalizado pelo transporte
internacional (-19,8%; -10,3% no primeiro trimestre), já que no
transporte nacional (que representou 85,8% do total em toneladas) se
registou um crescimento ligeiro de 0,8% (desacelerando face aos +3,1% do
trimestre anterior).