Transição dos manuais escolares para o digital envolve cinco mil alunos nos Açores
18 de mai. de 2022, 16:30
— Lusa/AO Online
A
secretária regional da Educação e dos Assuntos Culturais, Sofia
Ribeiro, especificou que o projeto abrange os alunos do 5º e 8º anos de
escolaridade, está orçado em 2,5 milhões de euros e vai beneficiar de
verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).Sofia
Ribeiro, que falava aos jornalistas, em Ponta Delgada, à margem de uma
sessão de apresentação dos manuais digitais, no Laboratório Regional de
Engenharia Civil, referiu que foi desenvolvido este ano um
projeto-piloto em duas escolas de São e Miguel e Terceira, com turmas do
5º e 8º anos de escolaridade.O objetivo
agora é “estender a desmaterialização dos manuais digitais para todos os
alunos dos Açores, a partir do 5º ano de escolaridade, de forma
faseada, no próximo ano de escolaridade”, segundo a titular da pasta da
Educação.“Este projeto vai muito além da
simples transição do livro para uma utilização por computador, uma vez
que a sua utilização permite não só o acesso aos conteúdos mas, de uma
forma mais variada, aprendizagens muito mais significativas, através do
acesso a vídeos e as próprias trocas entre os alunos de materiais e
trabalhos em simultâneo”, especificou.A
governante salvaguardou que o projeto “também dará um retorno em termos
avaliativos, se o professor assim o entender, das competências que foram
adquiridas pelos alunos na sala de aula”, enquanto “os próprios pais
têm acesso à avaliação”. Sofia Ribeiro
frisou que a segurança no acesso ao digital por parte dos alunos está
assegurada e que será feito um investimento na melhoria da rede ‘wi-fi’
das escolas onde este se justificar.Estarão
envolvidos cinco mil alunos, havendo lugar a formação e acompanhamento
dos professores para aderir ao digital, bem como serão disponibilizados
‘tablets’ e portáteis para os alunos.A
secretária regional da Educação diz que por parte dos professores existe
uma “grande expectativa neste momento” e afirmou que a pandemia de
covid 19 e o ensino à distância despertaram “para a importância de
diversificar as metodologias de ensino”.