Transferência de 20 ME para hospital de Ponta Delgada publicada em Diário da República
16 de out. de 2024, 11:56
— Lusa/AO Online
“Importa,
desde já, acautelar a afetação extraordinária dos meios financeiros
indispensáveis à aplicação das medidas de caráter excecional destinadas à
reposição das condições de prestação de cuidados de saúde do Hospital
do Divino Espírito Santo, prévias à deflagração do incêndio, e
incorridas em data posterior a 4 de maio de 2024”, lê-se na resolução.O
diploma foi aprovado em Conselho de Ministros no dia 02 e, logo nesse
dia, o presidente do Governo Regional, José Manuel
Bolieiro, disse que a transferência, a “título de adiantamento”, seria
concretizada até ao final do mês.O
incêndio que deflagrou a 04 de maio no Hospital do Divino Espírito
Santo (HDES) obrigou à transferência de serviços, pacientes e recursos
humanos para outras unidades de saúde públicas e privadas dos Açores, da
Madeira e do continente.Na resolução publicada é recordado que, em junho, o Governo da República tinha já
declarado “a situação de calamidade na Região Autónoma dos Açores pelo
período de um ano”.Nessa altura, é
acrescentado, foi determinada a “afetação extraordinária de meios
financeiros indispensáveis à reposição da normalidade na prestação de
cuidados de saúde no hospital, em consequência dos danos causados pelo
incêndio de 04 de maio de 2024".Ficou
igualmente prevista “a assunção de 85 % das despesas causadas ou
decorrentes do incêndio que afetou o edifício do HDES, desde que
consideradas elegíveis, e se destinem à reposição das condições de
respetiva prestação de cuidados de saúde, prévias à deflagração do
incêndio, e incorridas em data posterior a 04 de maio de 2024”.Na
resolução aprovada no início do mês, o Governo salvaguarda que a verba
“constitui um adiantamento por conta da elegibilidade da inventariação e
quantificação exata dos danos e prejuízos causados”, sendo que a
afetação extraordinária dos meios financeiros “ tem como contrapartida
orçamental verbas com origem no Orçamento do Estado, através de dotações
centralizadas do Ministério das Finanças”.