Tráfego de passageiros nos aeroportos nacionais cresce 4,8% no 1.º semestre
18 de jul. de 2025, 15:08
— Lusa/AO Online
Segundo dados
avançados pela Vinci, que em Portugal detém a ANA, no acumulado
dos primeiros seis meses do ano os aeroportos nacionais registaram um
tráfego de 33,930 milhões de passageiros, mais 4,8% do que no mesmo
período de 2024.O aeroporto de Lisboa
registou o movimento de 17,226 milhões de passageiros no primeiro
semestre, uma subida homóloga de 3%, seguindo-se o do Porto (7,897
milhões; +5,5%) e o de Faro (4,620 milhões; +7%).O
maior crescimento face aos primeiros seis meses do ano passado
observou-se no aeroporto da Madeira, com uma subida de 12% para 2,687
milhões de passageiros movimentados, e, por fim, nos Açores a ANA
reportou um crescimento de 4,5% no tráfego de passageiros, para 1,499
milhões.Já em termos de movimentos
comerciais, os aeroportos geridos pela ANA registaram um aumento de 3,7%
até final de junho, para 227.360, com o aeroporto de Lisboa também a
liderar, mas com o aumento menos expressivo (+0,9% para 109.929 voos).No
Porto os voos comerciais aumentaram 4,5% para 51.502, em Faro a subida
foi de 7,6% para 30.210, na Madeira mais 13% para 18.452 e nos Açores o
crescimento foi de 3,6% para 17.116.Em
toda a rede Vinci – que gere também aeroportos no Reino Unido, França,
Sérvia, Hungria, México, Estados Unidos (EUA), República Dominicana,
Costa Rica, Chile, Brasil, Japão, Camboja e Cabo Verde – o tráfego de
passageiros cresceu 6,4% no primeiro semestre, para um total de 159,229
milhões de passageiros movimentados.Já o número de voos comerciais aumentou 6,5% em toda a rede, para um total de 1,258 milhões até ao final de junho.“Este
crescimento foi alimentado pelo aumento da capacidade das companhias
aéreas, em particular das ‘low cost’ [baixo custo], enquanto as taxas de
ocupação se mantiveram elevadas, refletindo a forte procura”, realçou a
Vinci Airports, em comunicado.A gestora
de concessões aeroportuárias salientou também que as rotas de longo
curso registaram o maior crescimento, “resultado da boa dinâmica no
Japão, mas também da diversificação da rede de ‘hubs’ europeus (Lisboa,
Edimburgo, Londres Gatwick)”.“Registaram-se
também boas tendências de tráfego em Portugal, onde muitas companhias
aéreas aumentaram a sua oferta, enquanto os fatores de carga se
mantiveram em níveis elevados (87%)”, apontou a Vinci.Já
o “abrandamento do tráfego aéreo nos Estados Unidos, devido ao clima
económico mais incerto, está a ter um impacto negativo nos ‘hubs’ que
dependem do tráfego americano de afinidade (VFR – ‘Visiting Friends and
Relatives’) e de lazer”, como a Costa Rica e a República Dominicana, que
estão a sofrer uma redução da oferta de voos da American Airlines,
United e JetBlue, sublinhou.