Tráfego áereo dos Açores com infraestruturas desadequadas do fluxo
3 de set. de 2025, 17:02
— Lusa/AO Online
João
Pacheco, dirigente do SITAVA, disse à agência Lusa, após uma reunião com
o Governo dos Açores, que há “preocupações relacionados com a dotação
dos trabalhadores, quer de terra, quer ar, em número não suficiente para
o incremento operacional da empresa”.Sindicatos
representativos dos trabalhadores do grupo SATA reuniram na
segunda-feira, em Ponta Delgada, com o secretário regional das Finanças,
Planeamento e Administração Pública, Duarte Freitas, e com a secretária
regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, que
tutelam a operadora açoriana.A 29 de
agosto, a comissão de trabalhadores e os sindicatos representativos da
companhia aérea SATA Air Açores pediram uma reunião com “caráter
urgente” ao Governo Regional para clarificar “decisões
estratégicas” que afetam a operação e a sustentabilidade da empresa.À
Lusa, o sindicalista manifestou também preocupações com a “degradação
das próprias aeronaves e uma sobrecarga existente sobre os trabalhadores
responsáveis pela manutenção das mesmas”, sendo que a SATA “já iniciou
até um processo de formação de novos quadros”, que “só poderão
contribuir para a estrutura daqui a muitos meses ou até anos”.“Manifestamos
também grande preocupação com o facto de estar iminente a privatização
do ‘handling’ que, de acordo com a tutela, irá iniciar-se no decorrer do
atual mês”, face ao “impacto que isso poderá ter no grupo”, afirmou
João Pacheco.O sindicalista reiterou a sua
oposição à privatização da Azores Airlines, devido ao “impacto que isso
poderá ter para a região e para o grupo SATA”, resultado do “passivo
existente, fruto daquilo que foi feito nos últimos anos".O
responsável do SITAVA adiantou que existem também preocupações pelo
facto de a SATA ter “novamente contraído um empréstimo na banca”.No
ano passado, a SATA Internacional - Azores Airlines (que opera de e
para fora do arquipélago) registou um resultado líquido negativo de 71,2
milhões de euros, o que compara com um prejuízo de 26,08 milhões de
euros em 2023.Já a SATA Air Açores
(responsável pelas ligações interilhas), reportou um resultado líquido
negativo de 11,6 milhões de euros em 2024, contra 9,97 milhões de
prejuízo no ano anterior.O prejuízo
acumulado das duas companhias somou 82,8 milhões de euros no ano
passado, mais do dobro dos 36 milhões reportados em 2023.A privatização da Azores Airlines está a ser negociada com o consórcio Newtour/MS Aviation.