Trabalhadores e sindicatos da SATA Air Açores pedem reunião urgente ao Governo Regional
29 de ago. de 2025, 11:30
— Lusa/AO Online
A
decisão foi revelada, em comunicado, após uma reunião da comissão
de trabalhadores da SATA Air Açores, em articulação com o vogal
representante dos trabalhadores no conselho de administração e com todos
os sindicatos representativos da empresa, que teve como objetivo
analisar a atual situação da companhia pública e do setor de ‘handling’.Do
encontro resultou um comunicado conjunto no qual é referido que foi
solicitada uma reunião com “caráter urgente” ao executivo regional de
coligação liderado pelo social-democrata José Manuel Bolieiro.O
comunicado é subscrito pela comissão de trabalhadores e por cinco
sindicatos (Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil -
SNPVAC, Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil - SINTAC,
Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos - SITAVA, Sindicato
dos Pilotos da Aviação Civil - SPAC e Sindicato dos Técnicos de
Manutenção de Aeronaves - SITEMA).Segundo a
nota, o pedido “visa clarificar decisões estratégicas que afetam
diretamente a operação e a sustentabilidade da empresa, incluindo as
medidas previstas após a eventual privatização da SATA Internacional e o
‘carve-out’ do ‘handling’, que estão a ser tratados sem o envolvimento
das estruturas representativas dos trabalhadores”.Este
cenário, é referido, pode “trazer graves consequências e prejuízos à
região, nomeadamente na consistência e sustentabilidade do transporte
aéreo interilhas, como prevê a lei”.Trabalhadores
e sindicatos consideram “inaceitável que decisões desta natureza sejam
tomadas sem transparência e sem ouvir quem diariamente garante o
funcionamento da SATA”.“Exigimos que o
Governo Regional nos receba com a máxima urgência e forneça
esclarecimentos claros e detalhados sobre o futuro da empresa”, referem.Para
os representantes, “a ausência de resposta às questões previamente
colocadas tem gerado um clima de incerteza entre os trabalhadores,
comprometendo a estabilidade e o planeamento estratégico da empresa”.Assim,
reiteram a sua “total disponibilidade para um diálogo construtivo” e
apelam a uma resposta “célere e transparente” por parte das entidades
competentes.