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Trabalhadores e sindicatos da SATA Air Açores pedem reunião urgente ao Governo Regional

A comissão de trabalhadores e os sindicatos representativos da companhia aérea SATA Air Açores pediram uma reunião com “caráter urgente” ao Governo Regional para clarificar “decisões estratégicas” que afetam a operação e a sustentabilidade da empresa


Autor: Lusa/AO Online

A decisão foi revelada, em comunicado, após uma reunião da comissão de trabalhadores da SATA Air Açores, em articulação com o vogal representante dos trabalhadores no conselho de administração e com todos os sindicatos representativos da empresa, que teve como objetivo analisar a atual situação da companhia pública e do setor de ‘handling’.

Do encontro resultou um comunicado conjunto no qual é referido que foi solicitada uma reunião com “caráter urgente” ao executivo regional de coligação liderado pelo social-democrata José Manuel Bolieiro.

O comunicado é subscrito pela comissão de trabalhadores e por cinco sindicatos (Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil - SNPVAC, Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil - SINTAC, Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos - SITAVA, Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil - SPAC e Sindicato dos Técnicos de Manutenção de Aeronaves - SITEMA).

Segundo a nota, o pedido “visa clarificar decisões estratégicas que afetam diretamente a operação e a sustentabilidade da empresa, incluindo as medidas previstas após a eventual privatização da SATA Internacional e o ‘carve-out’ do ‘handling’, que estão a ser tratados sem o envolvimento das estruturas representativas dos trabalhadores”.

Este cenário, é referido, pode “trazer graves consequências e prejuízos à região, nomeadamente na consistência e sustentabilidade do transporte aéreo interilhas, como prevê a lei”.

Trabalhadores e sindicatos consideram “inaceitável que decisões desta natureza sejam tomadas sem transparência e sem ouvir quem diariamente garante o funcionamento da SATA”.

“Exigimos que o Governo Regional nos receba com a máxima urgência e forneça esclarecimentos claros e detalhados sobre o futuro da empresa”, referem.

Para os representantes, “a ausência de resposta às questões previamente colocadas tem gerado um clima de incerteza entre os trabalhadores, comprometendo a estabilidade e o planeamento estratégico da empresa”.

Assim, reiteram a sua “total disponibilidade para um diálogo construtivo” e apelam a uma resposta “célere e transparente” por parte das entidades competentes.