Trabalhadores dos registos e notariado voltam à greve em 24 de fevereiro
7 de fev. de 2020, 18:41
— Lusa/AO Online
Numa
nota, o sindicato informa que a paralisação, entre as 00h00 e as 24h00
dia 24 de fevereiro, garante como serviços mínimos os casamentos civis
marcados antes do anúncio da greve.Estes
trabalhadores em funções no Instituto dos Registos e Notariado
queixam-se de “falta de diálogo” por parte do Ministério da Justiça,
“falta de clarificação dos ’novos’ vencimentos” e “incumprimento dos
compromissos assumidos pelo Governo”.O
sindicato apresenta várias reivindicações, entre elas o fim das
assimetrias salariais entre profissionais com as mesmas funções, a
“devida e não efetuada atualização indiciária desde 2000”, a
“reconhecida promoção/compensação imediata de todos os escriturários a
escriturários superiores” e a “resolução imediata dos vencimentos mal
processados/calculados desde 2002”.Estes
trabalhadores querem ainda a “revisão/abolição de emolumentos pessoais
indevidos pagos a conservadores que não celebram casamentos,
prejudicando o erário público”, a “abertura e regulamentação de
concursos internos e externos para colmatar a falta de 1.500
funcionários” e o “diálogo e discussão construtiva, em nome da
solidariedade e da justiça remuneratória dos conservadores e oficiais
dos registos e notariado, na defesa dos registos públicos e das
populações”.O SNR tem feito várias greves,
a última das quais no final de dezembro passado, de três dias,
queixando-se de não ver satisfeitas as suas reivindicações por parte do
Governo.