Trabalhadores dos matadouros aguardam cumprimento de proposta do Governo açoriano
20 de mai. de 2025, 16:40
— Lusa/AO Online
A
14 de maio, os trabalhadores dos matadouros dos Açores cumpriram um dia
de greve para exigir o pagamento de retroativos de 2024, relativos às
alterações na carreira, e admitiram nova paralisação numa das alturas do
ano de maior procura dos serviços.A
paralisação, de um dia nos matadouros públicos dos Açores, geridos pelo
Instituto de Alimentação e Mercados Agrícolas (IAMA), foi convocada pelo
Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e
Regiões Autónomas (STFPSSRA).Em
comunicado, o STFPSSRA adianta que, na sequência da greve de 14 de maio,
"o Governo apresentou uma proposta relativamente ao pagamento dos
retroativos devidos do ano de 2024".Após a
realização de plenários com trabalhadores e o sindicato, "foi decidido,
de forma democrática, aceitar a proposta e aguardar pelo cumprimento do
pagamento já no próximo mês de junho", revela a direção regional do
sindicato.O STFPSSRA sublinha que os
trabalhadores vão manter-se "vigilantes", admitindo reforçar as ações de
luta, caso "o compromisso" assumido pelo executivo açoriano
(PSD/CDS-PP/PPM) não seja concretizado."O
Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública e Sociais do Sul e Regiões
Autónomas continuará a acompanhar de perto todo o processo, exigindo
respeito pelos compromissos firmados e pela dignidade dos
profissionais", lê-se na nota.Em causa
está a aplicação do Decreto Legislativo Regional n.º 11/2024/A, de 21 de
novembro de 2024, que define o regime jurídico da carreira especial dos
trabalhadores dos matadouros da rede regional de abate da Região
Autónoma dos Açores.O novo regime previa
uma regularização salarial, com retroativos a 01 de janeiro de 2024, mas
ainda só foram pagos retroativos a 01 de janeiro de 2025.Os matadouros públicos dos Açores têm mais de 300 trabalhadores.A 14 de maio, o presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro,
garantiu, em declarações aos jornalistas, que as atualizações salariais
dos trabalhadores dos matadouros serão pagas em junho, mas apelou à
responsabilidade, assinalando que o executivo “não tem varinhas mágicas
para corresponder às ambições de todos".