Trabalhadores do Metro de Lisboa iniciam sexta-feira greve às horas extra
22 de mai. de 2025, 16:27
— Lusa/AO Online
Em
declarações à agência Lusa, Sara Gligó, da Federação dos Sindicatos dos
Transportes e Comunicações (Fectrans), adiantou que a greve ao trabalho
suplementar e eventos especiais vai durar 30 dias, renovável por igual
período.Em causa está, segundo a
sindicalista, a luta pelo aumento do subsídio de almoço e redução para
as 35 horas de jornada de trabalho semanal.A
sindicalista defendeu que os trabalhadores “não servem só para os
eventos especiais”, ao contrário da empresa, que “vive apenas para os
eventos”.“Em causa está o cumprimento do
acordo de empresa e o acordo que a empresa fez connosco no final de
dezembro para levantar uma greve similar relativamente ao pagamento do
dinheiro que é devido aos trabalhadores desde sempre, portanto as
variáveis remuneratórias [trabalho suplementar e feriados]”, disse.De
acordo com Sara Gligó, os trabalhadores exigem também a reposição
imediata dos efetivos em falta, porque, “sucessivamente nos planos de
atividades e orçamentos", a empresa vai pedindo trabalhadores, mas o
Governo não concretiza nas áreas operacionais.“A
empresa tem cumprido as suas metas nas áreas de quadros superiores, mas
nos operacionais nem por isso”, disse, adiantando que querem igualmente
“a abertura imediata do regulamento de carreiras”.Sara
Gligó alertou para a possibilidade de esta greve ao trabalho
suplementar vir a ter impacto já no próximo sábado na final da Liga dos
Campeões de futebol feminino e nas Festas de Lisboa, que vão decorrer
durante todo o mês de junho em Lisboa.“A
empresa tem falta de efetivos e por isso precisa de recorrer a trabalho
suplementar. Possivelmente, teremos tempos de espera superiores e
atrasos na manutenção das composições. Tudo depende da empresa. Os
sindicatos estão sempre disponíveis para negociar”, disse.Contactado
pela Lusa, o Metropolitano de Lisboa escusou-se a comentar as
reivindicações, assegurando que o objetivo da empresa é alcançar
“soluções equilibradas” entre a sustentabilidade do serviço público e os
direitos dos trabalhadores."O
Metropolitano de Lisboa encontra-se a acompanhar a situação e privilegia
o diálogo com as estruturas representativas dos trabalhadores. Por
respeito ao processo negocial em curso, não comentaremos publicamente as
reivindicações. O nosso objetivo é alcançar soluções equilibradas que
assegurem a sustentabilidade do serviço público em simultâneo com os
direitos dos trabalhadores", indicou fonte da empresa.O
Metropolitano de Lisboa opera diariamente com quatro linhas: Amarela
(Rato-Odivelas), Verde (Telheiras-Cais do Sodré), Azul (Reboleira-Santa
Apolónia) e Vermelha (Aeroporto-São Sebastião).Normalmente, o metro funciona entre as 06h30 e a 01h00.