Trabalhadores de terra da SATA em greve ao trabalho suplementar a partir de dia 24
6 de jul. de 2024, 20:57
— Lusa
Num
comunicado publicado na página na internet do sindicato, o SINTAC
considera "inaceitável" que a revisão salarial não seja
"equitativamente" distribuída por todos os trabalhadores."Não
pode o SINTAC aceitar que os trabalhadores de terra do Grupo SATA,
independentemente da sua filiação sindical, tenham tratamento
discriminatório em relação a outros do grupo", lê-se no comunicado de
imprensa. A estrutura sindical diz não
subscrever, nem concordar com "a aplicação aos associados do SINTAC de
um acordo feito com outro sindicato", porque "é injusto quando comparado
com outros".O SINTAC aponta também para
"as condições precárias" em que muitos trabalhadores exercem a sua
atividade, com "recurso sistemático ao trabalho suplementar", o que
"esgota os recursos humanos física e psicologicamente" e provoca um
"sentimento de injustiça".O sindicato denuncia ainda "a falta de resposta da empresa sobre as necessidades de revisão de carreiras".Tudo isto, acrescenta, resulta "numa instabilidade social no Grupo SATA" que "preocupa sobremaneira" o SINTAC."Os
trabalhadores da SATA vivem entre o mercenarismo de alguns que não se
comovem pela destruição que causam e causaram na empresa e o messianismo
eterno de que alguém vai vir salvar a SATA", sustenta.Para
o sindicato, "a SATA não precisa de ser salva, precisa de ser bem
gerida, por gente competente que respeite a missão social par a qual foi
criada, servir os Açores e os açorianos".A
greve ao trabalho suplementar no grupo SATA, marcada pelo SINTAC, terá
início às zero horas do dia 24 de julho e término a 31 de dezembro de
2024, é referido no comunicado do SINTAC.O
sindicato diz que os trabalhadores "estão mobilizados" para a
paralisação, alegando ser "a única forma" de se fazerem ouvir perante "a
incapacidade da empresa em perceber a gravidade dos seus atos".Na
sexta-feira, o novo presidente do conselho de administração da SATA,
Rui Coutinho, considerou que houve “muita má gestão” na companhia aérea
durante “muitos anos”.Para Rui Coutinho,
“foram cometidos demasiados erros por diversos responsáveis, cujos
efeitos influenciam a prestação atual" e "continuarão a condicionar
todas as decisões e toda a gestão diária e estratégica do grupo”.O
gestor foi ouvido na Comissão da Economia da Assembleia Legislativa
Regional dos Açores, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, após a sua
indigitação pelo Governo dos Açores para presidente do conselho de
administração da SATA Holding, S.A..