Trabalhadores de instituições de solidariedade fazem greve no próximo sábado
22 de mai. de 2025, 16:04
— Lusa/AO Online
“Após três meses de
negociações, a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade
(CNIS) volta a propor salários mínimos para trabalhadores de exigência
máxima. Por isso, voltamos à rua”, refere o comunicado do Sindicato dos
Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal(Cesp) no
qual é anunciada a paralisação.A
coordenadora do Cesp, Ana Paula Quintela, disse à Lusa que
trabalham 200.000 pessoas nas IPSS e que nas negociações foram feitas
"propostas de salários mínimos ou pouco mais do que isso".A
dirigente considerou que os trabalhadores se queixam de serem vistos
como trabalhadores de pouca importância pela CNIS e pelo governo.O
sindicato referiu outras exigências como “a semana das 35 horas de
trabalho para todos” e o “direito à conciliação dos horários de trabalho
com a vida familiar”A responsável apontou que os horários dos profissionais oscilam entre as 40 e 37 horas semanais.Os
trabalhadores lutam ainda pelo complemento do trabalho aos domingos,
sublinhado que a renumeração ao domingo é paga como se fosse um dia da
semana, segundo a coordenadora.Ana Paula Quintela afirmou que os feriados também são pagos como se fossem um dia normal.As
principais dificuldades dos trabalhadores são os baixos salários, os
horários desregulados e o trabalho nos feriados não ser reconhecido nem
ser pago, assinalou a dirigente."A rotação
de escalas [horários], causa-lhes grande desgaste físico e
psicológico", indicou Ana Paula Quintela, referindo-se aos funcionários.A
valorização das carreiras e profissões dos trabalhadores das IPSS
também é uma das revindicações e o fim da discriminação salarial dos
educadores de infância, nas creches, também fazem parte da lista de
exigências.O sindicato espera ganhar
visibilidade com a greve e uma manifestação, perante as entidades que
são responsáveis pelas “condições de trabalho dos funcionários", segundo
a coordenadora.A dirigente referiu que os
trabalhadores de apoio que prestam cuidados diretamente ao utente
também recebem o salário mínimo, sublinhando que os funcionários de
apoio representam um grande número no setor, ou seja, ajudantes de ação
direta, auxiliares de ação educativa, trabalhadores de serviços gerais.A manifestação começa às 11h00 na Estação de S. Bento, no distrito do Porto, indica a nota.As
IPSS são instituições constituídas por organismos particulares, sem
fins lucrativos e que não sejam administradas pelo Estado para dar apoio
a crianças, jovens, idosos e famílias, em questões como saúde,
educação, formação profissional e habitação, sendo que a CNIS é a
organização confederada das IPSS.