Trabalhadores das Misericórdias dos Açores com aumentos de 7,07% em 2024
8 de jun. de 2024, 11:14
— Lusa/AO Online
“Na sequência de um longo e
árduo processo negocial anual entre o SINTAP e a URMA - União Regional
das Misericórdias dos Açores, foi possível chegar a um acordo coletivo
de trabalho para os trabalhadores, para 2024”, disse o dirigente do
Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP) Orlando
Esteves.O sindicalista falava numa conferência de imprensa, que se realizou na freguesia dos Arrifes, no concelho de Ponta Delgada.Orlando
Esteves apontou que, através do acordo alcançado, “se conseguiu
proceder a uma valorização profissional e remuneratória dos
trabalhadores das Misericórdias, com efeitos retroativos a 01 de janeiro
de 2024", sendo que irão beneficiar desta medida 2.550 trabalhadores.Além
do aumento de 7,07% da massa salarial, que representa um aumento “entre
63 a 70 euros sobre todos os níveis da tabela de 2023, assiste-se a um
acréscimo de cerca de 10% do subsídio de refeição, que passa de 5 para
5,50 euros”, acrescentou o dirigente.Orlando
Esteves referiu ainda que uma “revisão e valorização de carreiras são
algumas das razões que levaram o SINTAP a fechar este acordo coletivo de
trabalho”.Por seu lado, o presidente da
URMA, Bento Barcelos, afirmou na conferência de imprensa que as
Misericórdias “têm tido uma preocupação desde 2022 até agora, de repor
uma componente remuneratória aos seus trabalhadores, sabendo bem o
esforço que fizeram no decurso dos anos em que tiveram que enfrentar a
pandemia [covid-19]”.“A partir de 2022,
começou a haver, de facto, um incremento maior na componente
remuneratória com aumentos de 5%. Em 2023, a média, contando com o
aumento do salário mínimo regional [o nacional acrescido de uma
majoração de 5%], foi de 6,5%”, afirmou o presidente da URMA.Bento
Barcelos explicou que "este esforço financeiro, muito acrescido, não é
coberto na sua totalidade pelo financiamento público dos acordos de
cooperação com o Governo Regional”, mas o processo negocial para a
revisão do acordo de base para 2024 “ainda não está fechado”, havendo em
19 de junho uma segunda reunião entre a URMA e o executivo.O
responsável da URMA reconhece que o impacto da inflação tem vindo a
diminuir, enquanto o Banco Central Europeu já determinou a redução da
taxa Euribor.Mas, face a um “acréscimo de
encargos no âmbito dos recursos humanos, com os bens alimentares, com a
energia, os combustíveis e os gases medicinais, acima dos dois dígitos,
nalguns casos acima dos 20%”, a pretensão é que o acordo negocial com o
Governo dos Açores “possa contemplar o impacto dos aumentos dos encargos
que as instituições têm”, salvaguardou Bento Barcelos.