Trabalhadores da rede de apoio ao cidadão iniciam quinta-feira nova greve nos Açores
19 de dez. de 2018, 13:30
— Lusa/AO Online
Um
comunicado do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de
Entidades com Fins Públicos (SINTAP/Açores) enviado às redações
sustenta que “os pressupostos que conduziram à paralisação no início de
maio permanecem inalterados”, sendo por isso marcado para quinta-feira e
sexta-feira uma nova greve dos trabalhadores da RIAC para “pressionar o
Governo Regional a retomar o diálogo negocial que introduza justiça na
situação laboral” dos funcionários.O
SINTAP reitera que estes trabalhadores da RIAC, que estão sob a tutela
da vice-presidência do Governo dos Açores, “têm tarefas e competências
cada vez mais abrangentes, complexas, exigentes e de grande
responsabilidade, que vão muito além do conteúdo funcional previsto para
a carreira do regime geral de assistente técnico”. De
acordo com a estrutura sindical, os funcionários da RIAC “têm
desempenhado as suas tarefas com grande empenho e espírito de serviço
público e investindo nas suas competências funcionais, formativas e
profissionais” com o objetivo de “responder de modo cabal ao alargamento
das atribuições e competências da própria RIAC”, perante “uma
incompreensível atitude autista e de ausência de diálogo do Governo
Regional dos Açores”.O
SINTAP justifica que “não resta por isso aos trabalhadores outra
alternativa senão a de recorrer à greve como forma de pressionar o
Governo Regional” e “sensibilizar a opinião pública para a necessidade
de dignificação e de valorização profissional das suas funções”. O
sindicato adianta ainda que por causa do "autismo" político solicitou
ao presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, "uma audiência, cujo
agendamento aguarda".O
presidente da direção da RIAC, Paulo Soares, rejeitou haver qualquer
alegado "autismo" por parte da vice-presidência, lembrando que “já foi
realizada uma reunião com o SINTAP onde esteve presente o
vice-presidente do executivo açoriano”, Sérgio Ávila, e onde “foram
debatidas todas as questões que estão em cima da mesa”.“Foi
clarificado na altura que a revindicação de criação de uma carreira
especial para os trabalhadores da RIAC não era possível de atender por
parte do Governo [Regional], uma vez que não estão reunidos os
requisitos legais para o efeito”, explicou Paulo Soares, em declarações à
agência Lusa.O
responsável frisou também que tendo em conta que “ficaram totalmente
clarificadas as questões” e, “não havendo dai para cá qualquer alteração
aos pressupostos, não se encontra justificação de momento para nova
reunião”.Contudo,
o executivo açoriano, diz o presidente da RIAC, garante que “está como
sempre esteve disponível para dialogar caso hajam novas reivindicações”.A rede RIAC tem cerca de 130 trabalhadores espalhados pelas nove ilhas do arquipélago.