Trabalhadores da Rede de Apoio ao Cidadão dos Açores em greve na sexta-feira
12 de ago. de 2019, 13:35
— Lusa/AO Online
Em
comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de
Entidades com Fins Públicos (SINTAP/Açores) aponta que a estes
funcionários é pedido "muito de tudo em troca de bem pouco", já que "a
especificidade, abrangência, complexidade e responsabilidade das funções
exigidas fazem com que estes trabalhadores exorbitem em muito aquilo
que constitui o conteúdo profissional da carreira de assistente
técnico".Estes trabalhadores da RIAC têm
vindo a fazer vários períodos de greve, em defesa de "uma carreira
específica", alegando o sindicato que o trabalho que estes funcionários
desempenham "é complexo".Em causa está
assim a exigência da criação de uma carreira especial, que permita,
entre outras coisas, a valorização remuneratória daqueles trabalhadores.O executivo açoriano tem sublinhado que não tem competência legal para criar carreiras específicas.A
RIAC abriu o primeiro espaço em 2004 e conta, atualmente, com 54 lojas
nas nove ilhas dos Açores, que permitem fazer documentos de
identificação pessoal ou do carro e aceder a serviços da Segurança
Social, de saúde ou relacionados com o pagamento de contas de serviços
públicos, entre outros.A rede integra cerca de 100 colaboradores."O
SINTAP e os trabalhadores em apreço, na luta por aquilo que constitui o
seu direito à indignação e à defesa de um trabalho digno justamente
remunerado, reivindicam uma vez mais uma postura séria e construtiva por
parte da VPGRA (vice-presidência do Governo Regional dos Açores) que
permita a abertura de um verdadeiro processo de diálogo e negociação
coletiva, que ouça e equacione as suas justas reivindicações", sustenta o
comunicado enviado hoje às redações.O
SINTAP/Açores salienta que "argumentar que a região não possui
competências, que não pode criar aqui uma situação de precedente
discriminatório em relação à carreira de assistente técnico é de uma
superficialidade, cinismo e demagogia condenáveis, por permitir aquilo
que o Governo Regional pretende combater: a utilização de mão-de-obra
qualificada com recurso a baixos salários".