Trabalhadores da Provise concentram-se nos Açores e Madeira contra salários em atraso
30 de jul. de 2019, 16:08
— Lusa/AO online
Segundo uma
nota de imprensa do Sindicato dos Trabalhadores de Atividades Diversas
(STAD), a insolvência da empresa não resolveria os problemas com que os
trabalhadores são confrontados e “complicaria a atual situação”. O
STAD refere que “para se puder pedir a insolvência de uma empresa tem
que se provar a insolvabilidade da empresa”, ou seja, “tem que se fazer a
prova que essa empresa não consegue pagar as dívidas, especialmente aos
trabalhadores”, algo que “neste momento, não existe na Provise”.“O
que existe, isso sim, é a prova concreta que a Provise é muito mal
gerida e o que faz é violar totalmente os direitos dos trabalhadores,
desde praticar salários em atraso até a imposição de horários de
trabalho de 12 horas, entre muitas outras ilegalidades”, declara o
sindicato.Os representantes dos
trabalhadores afirmam que estes “querem trabalho”, mas querem também que
os seus direitos “sejam cumpridos” com base na lei em vigor e
respeitando o contrato coletivo de trabalho. O
STAD admite, “no futuro, requerer a insolvência da Provise” se esta
“deixar de pagar aos trabalhadores”, sendo que, “hoje, é um erro total
pensar nesta posição porque desvia" a "atenção do principal, a luta
constante” para que a Provise “cumpra com todos os direitos, começando
por pagar os salários corretamente aos trabalhadores no último dia útil
de cada mês”.Há cerca de dois meses que a
empresa tem salários em atraso, tendo já a Inspeção Regional do Trabalho
(IRT) revelado em nota de imprensa que está a acompanhar a situação de
salários em atraso e efetuado intervenções nas ilhas onde se concentram a
maior parte dos trabalhadores desta empresa, São Miguel, Terceira e
Faial.Foram detetados, na altura, pelo
menos, 100 trabalhadores que ainda não tinham recebido a remuneração de
maio e a maioria dos trabalhadores o mês de junho.A
inspeção do trabalho notificou a empresa para proceder ao pagamento de
todas as importâncias que se encontram em atraso e, no caso de não ser
reposta a regularidade no pagamento de salários, a entidade aponta que
irá atuar de forma coerciva com o levantamento de auto e apuramento das
importâncias em dívida aos trabalhadores e à Segurança Social.