Trabalhadores da elétrica açoriana ameaçam com greve
12 de mai. de 2025, 15:12
— Lusa/AO Online
António
Melo, do Sindicato Nacional da Indústria e da Energia (Sindel) declarou
aos jornalistas, na sequência de uma concentração de trabalhadores
junto ao Palácio de Sant’Ana, residência oficial do presidente do
Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM), que a proposta que foi apresentada
pela EDA é “inferior à função pública” por “não considerar os mínimos”.O
sindicalista, que falava após uma reunião com a administração da EDA,
disse, contudo, que “houve alguns avanços de outras propostas”, tendo
sido agendado novo encontro para 19 de maio, “para ver se chega a um
entendimento”.“É importante que os
trabalhadores que ganham pouco fiquem a ganhar pelo menos o valor que é
dado à função pública”, referiu António Melo, salientando que caso não
se aumente os salários, os trabalhadores ficarão “cada vez mais colados
ao salário mínimo regional”. Segundo
António Melo, um trabalhador que ingresse na EDA tem um vencimento de
1.100 euros, não se podendo “aceitar de maneira nenhuma” que a diferença
dos salários da elétrica açoriana para o setor energético nacional seja
de 20 ou 30%.“Não é admissível”, reforçou.A
proposta apresentada pela EDA, que tem cerca de 720 trabalhadores,
não foi, contudo, revelada pelo sindicalista, que disse apenas que
representa um “valor mais baixo do que o da função pública”. No Palácio de Sant’Ana, em Ponta Delgada, os trabalhadores entregaram um memorando com as suas reivindicações.O
grupo EDA obteve um resultado líquido positivo de 10,4 milhões de
euros, em 2024, menos 6,6 milhões do que no ano anterior, tendo os
acionistas aprovado em assembleia geral a “distribuição de dividendos no
total de 5.222.000 euros, valor mínimo legal, correspondente a 0,373
euros por ação”.São acionistas da elétrica
açoriana a Região Autónoma dos Açores (50,1%), a ESA (39,7%), EDP
(10%), sendo que os pequenos acionistas e os emigrantes têm 0,2% do
capital social.