Trabalhadores da Carris hoje em greve por aumento salarial e 35 horas de trabalho
11 de jul. de 2024, 10:38
— Lusa/AO Online
A
greve foi iniciada pelos trabalhadores da rede da madrugada às 22h00 de
quarta-feira, enquanto para os restantes trabalhadores de tráfego terá
início às 03h00 de hoje.De acordo com o
Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de
Portugal (STRUP), afeto à Federação dos Sindicatos de Transportes e
Comunicações (FECTRANS), os setores fixos estão em greve entre as 00h00 e
as 23h59 desta quinta-feira.O sindicato
sublinha que estão abrangidos pelo pré-aviso de greve todos os
trabalhadores que iniciem o seu período de trabalho antes das 00h00 de
quinta-feira, ou que o seu maior período de trabalho corresponda a esta
data.“Entram em greve no início do seu dia
de trabalho e até ao final. Também estão abrangidos os trabalhadores
que terminem o seu dia de trabalho após as 24h00 deste dia”, esclarece o
STRUP, em comunicado.A estrutura sindical
adianta que o Tribunal Arbitral decretou serviços mínimos para a greve,
considerando como necessários, nomeadamente, o funcionamento do
transporte exclusivo de deficientes, do pronto-socorro e do posto
médico.Segundo o STRUP, o Tribunal
Arbitral não acolheu a proposta da empresa, que pretendia “serviços
máximos”, com a circulação de autocarros.No
último plenário, a 19 de junho, os trabalhadores consideraram ser
“inadmissível que o Conselho de Administração (CA) da Carris continue
sem dar resposta às reivindicações constantes”, apesar do “resultado
líquido da empresa de 9,5 milhões de euros” assumido pela empresa no
relatório e contas de 2023.Entre as
reivindicações, os trabalhadores exigem um aumento de 100 euros na
tabela salarial, aumento do valor do subsídio de alimentação, evolução
para as 35 horas semanais, com a inclusão do tempo de deslocação de e
para os locais de rendição, e passe para a Área Metropolitana de Lisboa.Segundo
o STRUP, estas reivindicações “são essenciais não só para a melhoria
das condições de vida dos trabalhadores, mas também para a criação das
condições para a fixação dos trabalhadores necessários ao serviço
público prestado pela empresa e para criar as condições de atratividade
para novas admissões”.O STRUP apela a que
os trabalhadores se juntem na estação da Pontinha, pelas 10h30, para
decidir “forma de continuação de luta”, caso o Conselho de Administração
da empresa “não aparecer na reunião marcada para o dia 23 de julho, às
15h00, com uma atitude de vir de encontro às reivindicações centrais
deste processo de luta.”No último
plenário, o STRUP ficou mandatado a continuar o processo de luta com uma
greve às duas primeiras horas e às últimas duas horas do horário de
trabalho diário, na semana de 15 a 19 de julho.