Trabalhadores abrangidos por despedimentos coletivos sobem 30% até julho
5 de set. de 2025, 12:22
— Lusa/AO Online
Destes 4688 trabalhadores
abrangidos por despedimentos coletivos, 4578 foram efetivamente
despedidos, revelam os últimos dados da Direção-Geral do Emprego e das
Relações do Trabalho (DGERT). O número de
trabalhadores abrangidos por despedimentos coletivos está a aumentar
desde 2022, sendo que nos primeiros sete meses deste ano são já mais do
dobro dos registados em igual período de 2023 (eram 2140). Também
o número de despedimentos coletivos comunicados pelas empresas ao
Ministério do Trabalho subiu 13,3% até julho, face a igual período de
2024, para 332. De acordo com a análise
dos dados da DGERT, o número de despedimentos coletivos comunicados está
a aumentar desde 2023 e o valor registado nestes primeiros sete meses é
o mais elevado desde 2020, período em que alcançou as 420 empresas. Destes
332 despedimentos coletivos comunicados, a maioria diz respeito a
pequenas empresas e a microempresas, representando 38,6% e 36,1% do
total, respetivamente, de acordo com os cálculos da Lusa com base nos
dados da DGERT. Por regiões, a região de
Lisboa e Vale do Tejo e o Norte continuam a ser as regiões com maior
número de despedimentos coletivos comunicados até julho, com 166 e 100
respetivamente.No que toca especificamente
ao mês de julho, foram efetivamente despedidos 781 trabalhadores, um
valor superior aos 465 registados no período homólogo, bem como aos 779
registados em junho. Dos 781 trabalhadores
efetivamente despedidos em julho, a região de Lisboa e Vale do Tejo
representava a larga parte (81%), com 633 trabalhadores efetivamente
despedidos. As indústrias transformadoras e
as atividades de consultoria, científicas, técnicas e similares são as
atividades com maior número de trabalhadores despedidos em julho, sendo
que a principal razão apontada, globalmente, é a redução de pessoal
(53%).