Trabalhadoras da Cofaco em greve às horas extraordinárias
13 de dez. de 2022, 12:11
— Lusa/AO Online
Segundo
o comunicado do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias
Transformadoras, Alimentação, Bebidas e Similares, Comercio Escritórios e
Serviços, Hotelaria e Turismo dos Açores (SITACEHT/AÇORES), para além
da progressão das manipuladoras na carreira profissional, pretende-se
assegurar a “dignificação e valorização do trabalho, a conciliação da
vida profissional com a pessoal e familiar", bem como o "aumento do
subsídio de alimentação e das diuturnidades e aumentos salariais
justos”.As trabalhadoras vão exercer o
direito à greve “às horas extraordinárias” de 02 de janeiro de 2023 a 28
de abril de 2023, às segundas e sextas-feiras.A
Cofaco possui atualmente uma unidade de transformação na vila de Rabo
de Peixe, na ilha de São Miguel, tendo entretanto desmantelado a unidade
que tinha na ilha do Pico.Na categoria de
manipuladora, a estrutura sindical sugeriu que essa fosse dividida “em,
pelo menos, três níveis, para que as trabalhadoras beneficiem de
distinção e aumentos salariais, uma vez que os únicos aumentos que estas
trabalhadoras têm são os decorrentes do aumento da retribuição mínima
regional”.“Não é digno que uma pessoa
trabalhe trinta, quarenta ou cinquenta anos, auferindo sempre o salário
mínimo e estando impossibilitada de progredir na categoria
profissional”, afirma o SITACEHT/AÇORES.De
acordo com o sindicato, a administração da COFACO, detentora de marcas
Bom Petisco, Tenório e Piteu “ não aceita esta pretensão da dignificação
profissional das trabalhadoras, pelo que não resta outra alternativa às
trabalhadoras e ao SITACEHT/AÇORES, que não seja avançar” para a greve.A
19 de outubro, cerca de 60 trabalhadoras da conserveira Cofaco
manifestaram-se à porta da empresa exigindo "a progressão na carreira
profissional de manipuladora", um Acordo de Empresa e "salários justos".As
trabalhadoras exibiam cartazes com as inscrições “Temos família e
compromissos para cumprir, não brinquem mais connosco” e “Cofaco escuta,
não nos vamos calar”, que replicavam com frases de ordem como
“Sentimo-nos traídas e abandonadas” e “queremos um Acordo de Empresa".