Tóquio insiste na deslocalização da base dos EUA na ilha japonesa de Okinawa
Hoje 12:06
— Lusa/AO Online
O porta-voz do Governo
japonês, Minoru Kihara disse em conferência de imprensa que o
Executivo de Tóquio encara de forma "muito séria" o facto de,
trinta anos depois, "a devolução ainda não se ter concretizado".Kihara
afirmou ainda que Tóquio defendeu a mudança da base militar
para Henoko, também na ilha de Okinawa, como a única solução viável.Recentemente,
Washington indicou que não devolveria Futenma a não ser que lhe fosse
garantida uma pista de aterragem com o mesmo comprimento em Henoko,
argumentando que as pistas planeadas, por serem mais curtas do que a
atual, reduziriam a capacidade operacional do Corpo de Fuzileiros.No
entanto, enquanto a pista de aterragem de Futenma, na cidade de
Ginowan, tem 2.700 metros de comprimento, Henoko, em Nago, vai ser
dotada de duas pistas dispostas em forma de V, cada uma com 1.800 metros
de comprimento, segundo a estação de televisão japonesa NHK.O
acordo inicial ocorreu nos anos 90 após pressão pública no sentido da
redução da presença militar dos Estados Unidos na ilha, na sequência da
violação de uma estudante local por um militar norte-americano e que
desencadeou protestos em todo o país.A
base de Futenma, uma herança da derrota do Japão na Segunda Guerra
Mundial (1939-1945), situa-se no centro de Ginowan, numa zona onde se
registaram inúmeros incidentes e onde são frequentes protestos por parte
da população local.As autoridades japonesas defenderam a transferência para uma zona menos povoada no norte da ilha.Aproximadamente
um quinto da área da ilha principal de Okinawa é território militar dos
Estados Unidos sendo que a região alberga quase dois terços dos cerca
de 50 mil militares norte-americanos estacionados no Japão.