Tino de Rans candidata-se contra “populismos” mas quer eleição na primavera
Presidenciais
9 de set. de 2020, 08:53
— Lusa/AO Online
Depois de em 2016 a
sua candidatura ter conseguido "152 mil votos", o regresso na eleição
presidencial surge para "combater os populismos e a abstenção",
centrando o seu foco na participação dos idosos no ato eleitoral
previsto para janeiro de 2021, sublinhou Tino de Rans. "Toda
a gente sabe que em janeiro o frio é 'de rachar' e as eleições estão
marcadas para essa altura, sendo que nessa altura podemos ter a pandemia
da covid-19 e a epidemia da gripe e não podemos permitir que os idosos
possam faltar ao voto por estarem enfraquecidos ou com medo", observou o
agora oitavo pré-candidato conhecido. E
prosseguiu: "que a opinião pública exija que as eleições não sejam em
janeiro, pois já participei em muitas mesas eleitorais e nas mesas dos
idosos a afluência era de 80% e na dos jovens votam 150 a 200 em cada
mil. Se em janeiro continuar a haver pandemia, os filhos não irão levar
os pais a votar e corre-se o risco de na eleição presidencial votar
apenas 20% ou 25% do eleitorado".Tino de
Rans manteve o tom crítico recuperando uma polémica recente em que
"todos estiveram muito preocupados com o Avante!, mas esquecem-se de que
em janeiro vão votar oito milhões de portugueses, sendo que cerca de
35% deles são idosos", assinalando ser ele "o primeiro português a falar
nisso".Questionado pela Lusa se tinha
consultado a Constituição Portuguesa, Tino de Rans advertiu que esta
"não é eterna e pode ser mudada pelos políticos, assim haja bom senso e
responsabilidade".Neste contexto avançou
que "março ou abril, na primavera, seria mais fácil para os idosos
votarem, pois se insistirem em votar em janeiro vão retirar-lhes um dos
poucos direitos que têm e, então, será uma vergonha", disse. "Apelo
ao primeiro-ministro, aos partidos políticos, ao Presidente da
República para que intervenham, pois é a democracia que está em causa e o
resultado pode sair inquinado", insistiu o candidato. Sobre
o desfecho da eleição o candidato do partido RIR - Reagir Incluir
Reciclar avançou com uma convicção: "não sei se vou ter muitos ou
poucos votos, mas de uma coisa tenho a certeza, vão ter de m pôr nas
sondagens, nos debates depois de há cinco anos me terem chamado o
candidato provisório, o outro? ".A seis
meses do fim do mandato do atual Presidente da República, são já oito os
pré-candidatos ao lugar de Marcelo Rebelo de Sousa, apesar de o nome de
um deles ainda ser uma incógnita.As
candidaturas a Presidente da República só são válidas depois de
formalmente aceites pelo Tribunal Constitucional, e após a apresentação e
verificação de um mínimo de 7.500 e um máximo de 15.000 assinaturas de
cidadãos eleitores, até trinta dias antes da data da eleição, que deverá
realizar-se no final de janeiro do próximo ano.