Tiago Rocha enaltece papel do treinador na conquista do bicampeonato de andebol
9 de mai. de 2018, 09:25
— Lusa/AO online
O
pivot, de 32 anos, regressou a Portugal três anos depois de ter deixado
o FC Porto e rumado à Polónia, onde não conquistou qualquer título. A
forma “acarinhada” como foi recebido em Alvalade, o passado ligado aos
‘dragões’ e o tema seleção nacional também foram abordados pelo
internacional, em declarações à agência Lusa. “[O
Hugo Canelas] transmite muita confiança. O trabalho é muito dele e de
uma equipa com uma qualidade enorme. Tem-se revelado nos momentos
importantes e o facto de ser jovem também vai aprendendo cada vez mais”,
começou por referir, acrescentando que o bicampeonato conquistado no
domingo “traduz o trabalho desenvolvido”. Contudo,
no seu ano de estreia pelos ‘leões’, Tiago Rocha reconhece que a
temporada não começou da forma que desejava, apontando mesmo como
momento menos bom o desaire na Supertaça diante do ABC UMinho, por culpa
do “excesso de confiança” e por ainda não estarem “oleados”. No
regresso a Portugal, a “boa afinidade” com os amigos de seleção Carlos
Carneiro, Cláudio Pedroso e Pedro Portela foi fundamental na integração,
sem esquecer o suporte do diretor técnico Carlos Galambas. “Tinha
o desejo de voltar e todos me trataram bem. Foi um convite que fiquei
muito agradado e quis aceitar. Agradeço-lhe [diretor], foi uma aposta
dele e dedico-lhe um bocadinho deste meu trabalho. Sempre depositou
muita confiança em mim”, contou. Os
14 anos (12 como sénior) que vestiu de ‘azul e branco’ não são
esquecidos pelo atleta, mas fazem parte do passado para o pivot, que
pretende continuar de ‘leão’ ao peito. “O
passado ficou no passado. O que conquistei jamais será esquecido por
mim, faz parte da história, mas, agora, estou a vestir a camisola do
Sporting. Estou muito feliz e muito realizado. Quero trabalhar ao máximo
para ajudar o Sporting a conquistar mais títulos”, admitiu.Tiago
Rocha reconheceu também que a aposta forte da direção na modalidade
também foi decisiva para o clube se superiorizar aos ‘rivais’ e
revalidar o título nacional. “Trazendo
jogadores de qualidade como um campeão do mundo [Ruesga] na nossa
equipa, o sérvio Nikcevic e os guarda-redes também. Tendo os melhores
conseguimos formar um grupo bastante compacto e isso mostrou-se no
campeonato todo. A nossa equipa comparada com o Benfica é muito superior
e isso revelou-se nestes jogados decisivos com Benfica e Porto. O
Sporting conseguiu levar a melhor”, vincou. Na
Polónia representou o Wisla Plock, um clube em que teve a oportunidade
de defrontar os melhores clubes do mundo na Liga dos Campeões e de
crescer como jogador. Pelo Sporting também já atuou na competição e
pretende dar continuidade. “A
maior aposta deles é na Liga dos Campeões. Joguei durante dois anos
contra o Kiel e Barcelona, equipas de renome mundial e consegui ganhar
ao Barcelona. Foram coisas que não teria se não tivesse saído de
Portugal. São aprendizagens que valem a pena, porque voltei um jogador
diferente com mais experiência”, argumentou. Por
fim, e num ano em que a seleção nacional vai disputar com a Sérvia um
lugar no Mundial2019, na Dinamarca e Alemanha, Tiago Rocha ambiciona
ultrapassar “a pedra” no ‘play-off’. Portugal não marca presença numa
competição internacional desde 2006. “Não
vai ser nada fácil. A Sérvia tem um treinador que nos conhece muito
bem, esteve muitos anos em Portugal e teremos que respeitar muito isso.
São jogos importantíssimos, são jogos da nossa vida. Queremos passar
essa pedra que temos à nossa frente”, desejou. Tiago
Rocha insistiu em tentar explicar os falhanços consecutivos, afirmando
que “faltou sempre o quase nos momentos em que não se devia ter falhado,
devido à falta de experiência e de ambição”.