Thierry Neuville chega ao último rali da temporada a cinco pontos do título
19 de nov. de 2024, 18:19
— Lusa/AO Online
Neuville,
especialista em provas de asfalto, soma 225 pontos, contra os 200 do
companheiro de equipa, o estónio Ott Tänak (Hyundai i20), que já sabe o
que é ser campeão (2019).Já o piloto belga, de 36 anos, foi cinco vezes segundo classificado, em 2013, 2016, 2017, 2018 e 2019.A
derrota em 2018 foi a mais dolorosa, pois chegou à derradeira prova, na
Austrália, a apenas três pontos do líder, o francês Sébastien Ogier
(Ford Fiesta), cedendo à pressão de abrir a pista. Um furo no primeiro
dia e um despiste contra uma árvore no terceiro e último colocaram-no
fora de prova e da luta pelo título, que acabou nas mãos de Ogier pela
sexta vez consecutiva.Agora, Neuville, chega a esta fase da temporada mais folgado e mais maduro, numa superfície do seu agrado.“O
objetivo é trazer para casa o título de pilotos e ajudar a equipa a
assegurar o de construtores [que discute com a Toyota]”, anteviu o
piloto belga, navegado por Martijn Wydaeghe.Com
duas vitórias este ano (Monte Carlo e Grécia), as mesmas de Tänak
(Sardenha e Centro Europeu), Neuville precisa de pelo menos cinco
pontos, dos 30 em disputa, que podem chegar de diversas formas.Desde logo, se o estónio não vencer. Ou se vencer a Power Stage final, ou se for um dos três mais rápidos no domingo.A
combinação de resultados é muito vasta devido à alteração do sistema de
pontuação introduzido este ano, que atribui pontos no final do dia de
sábado (que se tornam efetivos apenas se os pilotos completarem a prova
no domingo), mais sete pontos aos sete mais rápidos no domingo, a somar
aos cinco pontos distribuídos pelos cinco mais rápidos da especial
final, a power stage.Neuville até pode festejar antecipadamente se Tanäk desistir num dos dois primeiros dias.Certo é que a altura do ano é propícia a chuvas no Japão, que podem afetar as condições de aderência.“A
meteorologia e as estradas fazem uma grande diferença no Japão. Ficam
muito sujas quando está frio e as folhas tornam a aderência mais
complicada. Também introduziram novas especiais, pelo que será uma prova
desafiante”, sublinhou.Tänak afina pelo mesmo diapasão, considerando que é mesmo “um dos mais difíceis de asfalto”.“As estradas são muito enroladas e técnicas e, nesta altura do ano, as condições são imprevisíveis”, frisou o campeão de 2019.No
seu caso, precisa de recuperar 25 pontos a Neuville, que podem passar
pela vitória no dia de sábado (18) e pela vitória no domingo (7), no
caso do belga ficar em branco.O diretor
desportivo da equipa, o francês Cyril Abiteboul, garante que vai apoiar
os dois pilotos na luta pelo título, até porque já tem a garantia de que
o mundial de pilotos ficará, pela primeira vez, com a marca
sul-coreana.A prova terá 302 quilómetros, divididos por 21 especiais.