The Trash Traveler percorre 1.000 km a pé pelos Açores para aprender com comunidades costeiras
Hoje 17:20
— Lusa/AO Online
Conhecido como The Trash Traveler,
Andreas Noe já caminhou 1.152 quilómetros ao longo da costa de Portugal
continental, em 2020, e 280 quilómetros na Madeira e Porto Santo em
2023.Segundo nota divulgada pelo The Trash
Traveler, o projeto fundado por Andreas Noe, biólogo molecular alemão
que se mudou para Portugal em 2017, esta nova expedição pelas nove ilhas
dos Açores completa o percurso pela costa portuguesa, ultrapassando os
2.400 quilómetros percorridos no total.Mais
do que uma caminhada, trata-se de uma jornada de aprendizagem que cruza
comunidade, criatividade e ciência, mostrando que a proteção do oceano
pode ser acessível e impulsionada por comunidades locais, sublinha a
nota.“Quero mostrar que a proteção do
oceano não acontece apenas em grandes decisões políticas, mas também nas
pequenas ações diárias das comunidades locais. Esta viagem é sobretudo
uma oportunidade para aprender com quem já está a fazer a diferença”,
explica Andreas Noe, fundador do projeto The Trash Traveler, citado na
nota.Ao longo do percurso, Andreas Noe vai
visitar projetos ambientais, escolas, organizações não-governamentais,
investigadores e iniciativas comunitárias, dando continuidade à rede já
criada com mais de 80 iniciativas em Portugal.Através
de conteúdos partilhados diariamente nas redes sociais, o projeto
pretende amplificar o trabalho destas comunidades e incentivar a
participação pública em atividades como caminhadas comunitárias,
limpezas de praia, palestras e atividades educativas locais.Segundo
informação disponibilizada à agência Lusa pelo projeto, a expedição
arranca a 17 de abril na ilha de Santa Maria, com alunos da Escola
EB2,3/S Bento Rodrigues, através de uma caminhada simbólica e uma ação
de limpeza de praia.O percurso segue
depois por Santa Maria (17 a 25 de abril), São Miguel (26 de abril a 15
de maio), São Jorge (16 de maio a 01 de junho), Graciosa (01 a 05 de
junho), Terceira (05 a 20 de junho), Pico (20 a 29 de junho), Faial (29
de junho a 08 de julho), Flores (09 a 15 de julho) e Corvo (15 a 18 de
julho).Um dos "maiores desafios logísticos" do projeto será a ligação entre ilhas, segundo a nota.Enquanto
o grupo central permite deslocações de ferry, algumas travessias vão
depender de boleias com pescadores e marinheiros locais, reduzindo a
pegada carbónica e reforçando o espírito comunitário da iniciativa.Como
resultado deste percurso, está a ser desenvolvida a Rede do Mar, "um
mapa digital e plataforma de aprendizagem que irá ligar iniciativas de
proteção do oceano ao longo da costa portuguesa", acrescenta.O
The Trash Traveler adianta ainda que "a plataforma será disponibilizada
ao público e a escolas, permitindo conhecer projetos no terreno e
exemplos concretos de ação ambiental, aproximando a ciência, a educação e
a participação cívica".De acordo com o
projeto, ao longo dos últimos anos, Andreas Noe tem trabalhado com
comunidades costeiras e projetos ambientais, "utilizando a comunicação
positiva e a criatividade para promover a literacia ambiental"."O
projeto assenta numa mensagem simples: pequenas ações têm impacto, as
comunidades são mais fortes quando trabalham juntas e todos podem
contribuir para a proteção do oceano", destaca.