"Teste do pezinho" regista mais crianças nascidas no primeiro semestre
28 de jul. de 2020, 10:17
— Lusa/AO Online
Segundo os
dados do Programa Nacional de Diagnóstico Precoce (PNDP), coordenado
pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), este é o
valor mais elevado desde 2017, ano em que foram rastreados 41.689 bebés
nos primeiros seis meses do ano. Comparando com o primeiro semestre de 2015, em que nasceram 40.119 bebés, observou-se um aumento de 5,5% este ano. Janeiro
foi o mês que registou o maior número de “testes do pezinho” realizados
(8.043), seguido de março (7.182), abril (7.067), junho (7.048), maio
(6.910) e fevereiro (5.899).De acordo com
os dados avançados à agência Lusa, Lisboa foi a cidade que registou o
maior número de nascimentos (12.478), seguida do Porto (7.707) e de
Braga (3.283).Nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores nasceram 859 e 1.016 bebés, respetivamente. Os
números indicam que, no total, 2019 foi o ano que registou o valor mais
alto dos últimos quatro anos, com 87.364 recém-nascidos estudados. Em
2018, tinham sido 86.827 e no ano anterior 86.180.Em
2016, foram rastreados 87.577 bebés, número que caiu em 2015 para
85.056, segundo os dados da Unidade de Rastreio Neonatal, Metabolismo e
Genética, do Departamento de Genética Humana do INSA,O
rastreio neonatal, que tem uma taxa de cobertura superior a 99% dos
recém-nascidos, iniciou-se em 1979, por iniciativa do então Instituto de
Genética Médica, incluindo inicialmente apenas o rastreio da
Fenilcetonuria. Atualmente, realizam-se
testes de rastreio de várias doenças graves, quase todas genéticas,
oferecidos a todos os recém-nascidos. Estes
testes, também conhecidos como o “teste do pezinho”, permitem
identificar crianças que sofrem de doenças, como a fenilcetonúria ou o
hipotiroidismo congénito, que podem beneficiar de intervenção
terapêutica precoce.