Termina hoje o prazo para partidos apresentarem propostas de alteração
17 de nov. de 2017, 08:33
— Lusa/AO Online
A proposta de
Orçamento do Estado para 2018 (OE2018) e as Grandes Opções do Plano
foram aprovadas no parlamento, na generalidade, a 03 de novembro, tendo
tido os votos favoráveis de PS, BE, PCP e PEV, os votos contra de PSD e
CDS-PP e a abstenção do PAN.A
06 de novembro começou a ronda de audições dos ministros para
responderem às perguntas dos deputados nas várias comissões
parlamentares setoriais, em conjunto com os da comissão de Orçamento,
Finanças e Modernização Administrativa, estando a última marcada para
hoje, às 10:00, com o tutelar das Finanças, Mário Centeno.Os
grupos parlamentares têm até às 21:00 de hoje para apresentarem as
propostas de alteração ao documento - o que será feito por todos os
partidos com representação no parlamento - sendo estas depois discutidas
e votadas, uma a uma, em sede de especialidade, nos dias 22, 23 e 24 de
novembro.Para 27 de novembro está agendado o encerramento e a votação final global do OE2018.A
questão da progressão na carreira dos professores tem sido um dos temas
quentes do OE2018, o que motivou uma greve nacional na quarta-feira e
uma concentração em frente ao parlamento, mas nesse mesmo dia o Governo
adiantou que não vai contemplar neste orçamento a reposição das verbas
relativas aos anos de serviço congelados aos docentes.Depois
dos incêndios trágicos deste ano, que vitimaram mais de 100 pessoas, os
partidos têm apresentado propostas para a floresta e para os apoios à
reconstrução das áreas ardidas, tendo o ministro da Administração
Interna revelado quinta-feira que a proposta orçamental vai prever 65
milhões de euros para equipamentos municipais afetados pelos incêndios e
uma linha de crédito para limpeza de terrenos.Uma
das medidas pelas quais os parceiros de geringonça do Governo – BE, PCP
e PEV – se têm batido é pelo fim do corte de 10% no subsídio de
desemprego após os primeiros seis meses em que os beneficiários recebem
aquele apoio social.Em
matéria fiscal, há duas medidas muito aguardadas: o aumento da derrama
estadual do IRC paga pelas empresas com grandes lucros e as alterações
ao regime simplificado de IRS.A
subida da derrama estadual do IRC das empresas com lucros acima de 35
milhões de euros, que atualmente está nos 7%, não está na proposta
orçamental do Governo, mas tanto o BE como o PCP já disseram que querem
que passe para os 9%. O PCP disse mesmo que o executivo já assumiu este
compromisso com o partido.Quanto
ao regime simplificado de IRS, o Governo pretende limitar as deduções
automáticas permitidas aos trabalhadores aqui enquadrados, onde se
incluem os trabalhadores liberais mas também os pequenos agricultores e
os empresários a título individual.Esta
intenção foi criticada por vários fiscalistas e antigos governantes e
mesmo os partidos que suportam o Governo levantaram dúvidas quanto a
esta matéria, pelo que se espera que sejam apresentadas propostas de
alteração.