Termas da Ferraria fecham definitivamente as portas após 16 anos de atividade
Hoje 09:03
— Filipe Torres
O
espaço encontra-se sem funcionamento desde a derrocada registada em
setembro do ano passado e, segundo Bruno Oliveira, da empresa gestora
Palco Natural, a decisão tornou-se inevitável.Em declarações à rádio pública, o responsável explicou que a impossibilidade de manter a
atividade sem clientes conduziu ao fim do projeto, culminando na
cessação dos contratos com os trabalhadores.Bruno Oliveira considera
que o projeto enfrentou dificuldades estruturais desde o início,
apontando que o modelo nunca esteve totalmente adaptado às condições
específicas dos Açores. Entre os constrangimentos identificados, destaca
a ausência de alojamento associado ao espaço termal, um fator que, na
sua perspetiva, limitou a atratividade e sustentabilidade do
empreendimento.O gestor faz um balanço positivo dos 16 anos de
atividade, sublinhando o impacto económico, social e cultural do projeto
na freguesia dos Ginetes. Embora admita sair “triste”, Bruno
Oliveira manifesta esperança de que um futuro novo projeto possa
valorizar o espaço e preservar o potencial das termas.De recordar que o deslizamento de terras de grandes dimensões a 15 de setembro obstruiu o acesso à Ponta da Ferraria.O
Açoriano Oriental sabe que o Governo Regional dos Açores vai abrir um
novo concurso público assim que ocorrer a cessação de contrato com a
concessionária.