Terceirense fotografa comércio local em vez de casamentos
24 de jun. de 2020, 20:15
— Catia Carvalho/AO Online
“A
tua empresa, a tua cara”, projeto que só foi posto em prática
este ano, era um desejo antigo, “estava em banho-maria já há
algum tempo” conta, “mas devido à minha pouca disponibilidade
ainda não tinha saído da gaveta. Com o adiamento dos trabalhos
fotográficos que tinha agendados para 2020, na sua maioria
casamentos, consegui o tempo que precisava”.
Com
a iniciativa, Ricardo Caetano pretende ajudar os empresários
terceirenses que estiveram de portas fechadas durante os últimos
meses devido à Covid-19: “O projeto tem 3 vertentes fotográficas”,
disse, explicando que “retrato, onde pretendo mostrar o rosto de
quem faz acontecer; fotografia de serviço, onde quero mostrar novas
técnicas e formas de trabalhar e por fim, fotografia de produto para
incentivar as empresas a venderem e a divulgarem os seus produtos
online”.
Ricardo
Caetano considera que o futuro, cada vez mais próximo, exigirá a
todos, em especial aos empresários, essa adaptação. “Durante a
quarentena, as pessoas passavam o dia na internet a consultar
serviços e produtos online, isso irá tornar-se uma realidade cada
vez mais presente no nosso dia-a-dia por causa dos condicionamentos e
restrições que ainda existem” alerta. “Estava-se a caminhar
devagar para o que estamos a viver hoje em dia, mas a pandemia veio
acelerar a necessidade de passarmos para o digital”.
Mesmo
que os empresários não tenham site institucional, a presença no
mundo virtual é assegurada através do site do fotógrafo, “no meu
site há um espaço específico dedicado a este projeto. Cada empresa
tem uma galeria para poder contar a sua história, condição para lá
estar, o seu propósito e mostrar as suas fotografias. As pessoas têm
de saber mais do que o que já sabem nas redes sociais, às vezes há
empresários que passam por muitas dificuldades para abrir o seu
negócio e as pessoas têm de saber disso”.
Até
ao momento são já 17 os empresários fotografados, “ainda não
estão todos online” comenta Ricardo Caetano, frisando que “existem
diversas áreas desde estética, cabeleireiros, barbeiros, empresas
de formação, lojas de roupa até empresas de controlo de pragas e
desinfeções”.
Para
o profissional, o projeto foi também uma forma de colmatar a falta
de trabalho devido ao cancelamento da maioria dos eventos. “A
pandemia alterou bastante o meu negócio e o de todos os que estão
relacionados com casamentos, pouco ou nada podemos fazer, mas se
todos colaborarmos uns com os outros, estamos a contribuir para a
nossa economia crescer mais” conclui.