Terceira Tech Island já fixou oito empresas na Praia da Vitória
4 de abr. de 2019, 14:45
— LUSA/AO Online
“Já estão instaladas aqui
na Praia da Vitória oito empresas, muitas delas como a Infosistema, de
grupos internacionais, que trabalham para o mundo, mas o nosso objetivo é
que esta dinâmica cresça em muito”, adiantou o vice-presidente do
Governo Regional dos Açores, Sérgio Ávila.O
governante falava na cerimónia de inauguração da empresa Infosistema
Azores, que criou 10 postos de trabalho, mas pretende atingir 30 a 50
nos próximos anos. “A Infosistema Azores
já está em processo de entregar produtos e soluções ao mercado
internacional, apenas dois ou três meses após ter sido iniciada a
operação”, avançou o presidente do conselho de administração da
Infosistema, Gonçalo Caeiro.A consultora
tecnológica, integrada no grupo Joyn, desenvolve soluções tecnológicas
para empresas de vários países, sobretudo na área da banca e dos
seguros. Na ilha Terceira, segundo Gonçalo
Caeiro, será feito um investimento no desenvolvimento das áreas de
baixo código, aprendizagem automática e inteligência artificial.Até
2020, o vice-presidente do Governo Regional estima que o número de
postos de trabalho criados em empresas de informática na Praia da
Vitória compense os que foram extintos com a redução militar
norte-americana na base das Lajes.“Temos a
capacidade de criar, até ao final do próximo ano, 400 postos de
trabalho no âmbito do Terceira Tech Island. É um objetivo que eu
considero cada vez mais que está ao nosso alcance”, frisou.Segundo Sérgio Ávila, o projeto atrai “cada vez mais empresas”, que “querem crescer” e contratar mais programadores.“O
Terceira Tech Island está a revolucionar claramente a Praia da Vitória e
a ilha Terceira e está a criar um verdadeiro 'hub' tecnológico na ilha
Terceira”, sublinhou.Na inauguração da
Infosistema Azores, instalada num edifício no centro da cidade, onde já
funciona desde setembro outra empresa do género, o presidente da Câmara
Municipal da Praia da Vitória, Tibério Dinis, considerou que o futuro do
concelho passa pelo crescimento da área da programação. “Passámos
de uma empresa que aqui existia neste edifício tradicional, que
importava e que comercializava localmente, para um conjunto de empresas
que estão viradas para o futuro, que criam conhecimento, que exportam os
seus produtos um pouco para todo o mundo e que criam mais emprego do
que alguma vez foi criado”, frisou.Desde
outubro de 2017, a 'start up' Academia de Código já formou, na ilha
Terceira, 60 pessoas em linguagem ‘java script’, que foram na sua
maioria absorvidas pelas empresas instaladas na Praia da Vitória, e no
início de maio outros 34 alunos terminam uma formação intensiva de 14
semanas.Na ITUp, também já instalada na
Praia da Vitória, estão 11 alunos, que aprendem a linguagem de código
‘outsistems’, em 12 semanas. Em maio,
inicia-se um novo curso de programação em ‘java script’ com 40 vagas e,
em julho, arranca um curso de programação em ‘outsistems’, com 20 vagas.