Tentativa de homicídio em tribunal

15 de dez. de 2008, 10:52 — Luís Pedro Silva

Os crimes aconteceram a 10 de Maio de 2008, após a vítima da tentativa de homicídio ter decidido terminar o namoro com o arguido. O suspeito da autoria dos crimes deslocou-se à empresa familiar da vítima e atacou-a com um martelo, tendo-lhe atingido na cabeça e outras zonas do corpo, provocando lesões que resultaram em 15 dias de doença. Caso o irmão da mulher não tivesse aparecido e afastado o arguido a situação poderia resultar num final trágico. O pai da vítima, contou ao Açoriano Oriental a 12 de Maio de 2008, que o arguido quando apanhou a sua filha sozinha “pegou num martelo picareta e começou a sangria. Deu-lhe golpes em todas as zonas do corpo e quando ia dar a segunda pancada na cabeça apareceu o meu filho, que conseguiu afastá-lo e tirou-lhe o martelo”, referiu. Segundo o relato da situação as agressões continuaram com o irmão da vítima a ser sufocado pelo arguido, que ainda “pegou num  formão de madeira para o atingir, mas foi impedido pela mãe da namorada, que entretanto surgiu no local. “A minha mulher viu aquela situação e pediu socorro a três mestres que estavam numa obra próxima. Apenas com a chegada desses homens o conseguimos acalmar, mas ainda bateu em dois homens e fugiu para a sua moradia (que pertencia e tinha sido reconstruída pela família da namorada). Na sua habitação o arguido aproveitou para derramar um material inflamável e incendiou e destruiu de forma parcial a habitação. Mais um homicídio em tribunal O tribunal de Ponta Delgada também vai julgar no início de 2009 um processo de homicídio, também por razões passionais. O crime aconteceu na noite de 25 de Abril de 2008, quando um homem de 42 anos atacou a sua esposa, com 37 anos, com um martelo picareta. A morte desta mulher que foi encontrada bastante desfigurada, foi considerada uma das mais violentas registadas nos Açores. Neste processo, o detido está em prisão preventiva, devendo ser acusado de um crime de homicídio. A violência doméstica nos Açores está a merecer uma atenção especial pelo Ministério Público em Ponta Delgada, que nomeou um procurador especializado neste género de crimes, acompanhando com maior proximidade o trabalho realizado pela Polícia de Segurança Pública e o Instituto de Reinserção Social. Durante o presente ano o tribunal de Ponta Delgada julgou dois casos de tentativa de homicídio, a primeira situação ocorreu em frente ao tribunal de Família e Menores, quando uma mulher foi atacada pelo marido, tendo o tribunal aplicado uma pena de sete anos. Também foi julgado um homem acusado de tentativa de homicídio da esposa, tendo desferido diversos golpes com um objecto cortante. Nesta situação o tribunal aplicou uma pena de nove anos de prisão. || Arguido em prisão domiciliária O homem acusado da prática destes crimes revelou arrependimento quando foi confrontado pela família da vítima à saída do tribunal de Ponta Delgada, quando saía acompanhado por dois investigadores da Polícia Judiciária. Enquanto esteve a aguardar  julgamento o arguido esteve impedido de sair da sua residência, sem autorização prévia, estando ainda impedido de contactar, por qualquer meio, com a vítima do crime. O arguido, aparentemente, colaborou com as entidades judiciais, permitindo desta forma a aplicação de uma medida de coacção mais reduzida, faltando saber como será a postura do arguido em julgamento. O caso será julgado durante o mês de Janeiro no tribunal de Ponta Delgada, estando convocada uma dezena de testemunhas neste processo.