Tentativa de assassinato de PM da Eslováquia revisto como ataque terrorista
4 de jul. de 2024, 11:53
— Lusa/AO Online
Fico está a
recuperar dos graves ferimentos sofridos quando foi atingido por quatro
tiros à queima-roupa, em 15 de maio, quando cumprimentava apoiantes na
cidade de Handlova, no centro do país.Na
sequência do atentado, o presumível atirador, identificado pelos meios
de comunicação eslovacos como o poeta Juraj Cintula, 71 anos, foi
acusado de tentativa de homicídio premeditado e colocado em prisão
preventiva.“Com base nas provas obtidas, o
ato julgado será qualificado juridicamente como um crime
particularmente grave de terrorismo”, disse o Procurador-Geral eslovaco,
Maros Zilinka, num comunicado citado pela agência espanhola EFE.Uma
porta-voz do Ministério Público, Zuzana Drobova, disse à agência
francesa AFP que o suspeito foi hoje informado “de que se trata agora de
um crime particularmente grave de atentado terrorista”.Fico,
59 anos, lidera uma coligação de três partidos composta pelo seu
partido populista e centrista Smer-SD, o partido centrista Hlas e o
partido de extrema-direita SNS.Após o
atentado, foi submetido a duas longas operações num hospital da cidade
de Banska Bystrica, no centro da Eslováquia, tendo sido transferido para
Bratislava, a capital, em 31 de maio, para receber tratamento em casa.O
suspeito, membro da Associação de Escritores Eslovacos, afirmou mais
tarde que não tinha intenção de matar o primeiro-ministro, que o
classificou de “mensageiro do mal” da “oposição falhada” no país.Fico foi empossado como primeiro-ministro no final de outubro pela quarta vez.Tinha-se
demitido em 2018, na sequência de protestos devido ao assassinato do
jornalista Jan Kuciak, que investigava as atividades da máfia italiana
no país. A nova nomeação foi rodeada de
controvérsia e críticas pela posição pró-russa de Fico em relação à
invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022.