Tempo de serviço dos técnicos de diagnóstico nos Açores definido até fevereiro
28 de jan. de 2020, 10:38
— Lusa/AO Online
“Queremos
que chegue a bom porto, com bons resultados para a motivação dos nossos
profissionais, e marcámos como data-limite o 28 de fevereiro para
revisão e acordo final”, afirmou a secretária regional da Saúde dos
Açores, Teresa Machado Luciano.A
governante falava em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, à margem de
uma reunião com os representantes da frente sindical que integra o
Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Aéreas de
Diagnóstico e Terapêutica (STSS), o Sindicato dos Técnicos Superiores de
Diagnóstico e Terapêutica (SINDITE), o Sindicato dos Trabalhadores da
Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (SINTAP) e o
Sindicato dos Fisioterapeutas Portugueses (SFP).Segundo
Luís Dupont, do STSS, os técnicos de diagnóstico e terapêutica esperam
que nos Açores, à semelhança do que aconteceu na Madeira, o acordo possa
ir “mais longe” do que o que foi aplicado a nível nacional. “Já
houve duas reuniões, já temos uma próxima reunião agendada. Ainda não
alcançámos o que gostaríamos de ter: um sinal claro do Governo Regional
de que vamos negociar outras condições para além das que foram
negociadas a nível nacional de aplicação do descongelamento, mas vamos
continuar a apresentar mais argumentos e mais argumentação jurídica para
alcançar esse desiderato”, afirmou Luís Dupont.Os
técnicos de diagnóstico e terapêutica reivindicam a contagem de “um
ponto e meio a todos os trabalhadores em todo o processo de
descongelamento” e alertam para a possibilidade de os trabalhadores com
15 e 20 anos de serviço ficarem com o mesmo vencimento dos colegas em
início de carreira.“Isto causa um impacto
negativo muito grande junto destes profissionais, porque é uma
desmotivação muito grande para quem já está há 15/20 anos na carreira,
que no fundo fica a pensar que o seu tempo todo de percurso profissional
foi deitado para o lixo”, sublinhou Luís Dupont.De
acordo com o dirigente sindical, “o Ministério da Saúde ainda não
clarificou” como será o processo de descongelamento para este grupo
profissional, mas nos Açores “não estão fechadas as portas” a uma
contagem do tempo de acordo com as reivindicações da frente sindical. Questionada
pelos jornalistas, Teresa Machado Luciano disse que “a região segue as
orientações a nível nacional”, mas salientou que “ainda não houve uma
clarificação de qual o valor a contabilizar”.“É
o que estamos a avaliar, por isso pedimos para especificarem cada
assunto mais pormenorizadamente para ser avaliado. Há uns que são
relativamente mais fáceis de avaliar e de chegarmos a acordo, há outros
que todos em conjunto com certeza que iremos chegar à melhor solução”,
apontou.Existem atualmente 349 técnicos de
diagnóstico e terapêutica no Serviço Regional de Saúde dos Açores, 114
nas unidades de saúde de ilha e os restantes nos hospitais.