Tempestade tropical Ophelia com rajadas de 110 quilómetros/hora
11 de out. de 2017, 07:35
— Lusa/AO Online
Segundo um comunicado, na página do
Facebook da delegação regional dos Açores do Instituto Português do Mar e
da Atmosfera (IPMA), às 21:00 locais (mais uma hora em Lisboa), o
centro da tempestade tropical Ophelia localizava-se a 1.265 quilómetros a
sudoeste dos Açores.O mesmo comunicado adianta que se verificou
“um aumento da intensidade do vento nas últimas horas”, com vento médio
de 95 quilómetros/hora e rajadas na ordem dos 110 quilómetros/hora.“O
ciclone Ophelia está a deslocar-se para sudeste a nove
quilómetros/hora”, refere o Centro de Previsão e Vigilância
Meteorológica dos Açores, sendo de esperar que “continue a
intensificar-se nas próximas horas” e atingir a categoria de furacão na
quinta-feira. De acordo com a mesma informação, “o ciclone deverá
continuar com esta trajetória até à madrugada de quinta-feira” e, “a
partir desta altura, prevê-se que o ciclone comece a deslocar-se de novo
para nordeste, aproximando-se assim do arquipélago”.“Pela
avaliação dos resultados dos diferentes modelos meteorológicos existe
uma probabilidade entre 5 a 20% de as ilhas do grupo central (Faial,
Pico, São Jorge, Graciosa e Terceira) e de 20 a 40% de as ilhas do grupo
oriental (São Miguel e Santa Maria) começarem a sentir efeitos da
tempestade a partir da madrugada de sábado”, acrescenta.Já para as ilhas do grupo ocidental, Flores e Corvo, “a probabilidade de serem afetadas pelo ciclone é inferior a 5%”.Hoje,
a Proteção Civil dos Açores anunciou que está a acompanhar a evolução
da tempestade tropical Ophelia, assim como o IPMA e todas as autoridades
e agentes de Proteção Civil do arquipélago.Segundo uma nota de
imprensa do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores,
também já foram contactados os serviços municipais de Proteção Civil e
corpos de bombeiros de todo o arquipélago, “mantendo-se em contacto
permanente com os mesmos”.A Proteção Civil regional destaca que,
“de acordo com a informação transmitida pelo IPMA, esta situação não
deverá causar alarmismo, desde que sejam tidas em conta as informações
oficiais transmitidas” quer pelo serviço, quer pelo IPMA, “bem como a
adoção de medidas de autoproteção em caso de tempestade”.