Regressa a cultura à ilha. O Tremor está
de volta para mais uma edição repleta de imersão
cultural, onde a ilha se funde com o mundo e se avizinha o tão desejado
regresso à normalidade.
Apenas 7 meses depois da sua sétima edição, o Tremor está de regresso
certamente mais forte que nunca, quando se aguarda a edição mais normal
de que há registo desde o início da pandemia. Pelo caminho fica uma
edição 2020 inicialmente planeada para o epicentro
epidémico, que culminou num inevitável cancelamento, e uma edição de
sacrifício em 2021, marcada por restrições, mas que ainda assim trouxe
um Tremor-amor a vadiar entre Ponta Delgada, Ribeira Grande e Vila
Franca do Campo.
Entre 5 e 9 de abril está de regresso o Tremor no seu formato original,
ou muito próximo disso, e não vão faltar espetáculos em locais
inusitados, concertos surpresa, trilhos pedestres sonoros, atividades
gastronómicas e um sem fim de experiências que se adivinham
marcantes, num festival sempre pautado pela missão de se perpetuar no
tempo através da marca que teima em deixar nas gentes de todos os locais
por onde passa.
Para além dos grandes nomes que vão marcar presença em concertos e
residências artísticas - The Rite of Trio, Maria Reis, Peter Evans,
Rodrigo Amarante ou We Sea, a título de exemplo - 2022 traz novamente um
conjunto de projetos ambiciosos de integração social
e cultural, como o Mini-tremor, com espetáculos dedicados aos mais
novos, ou a realização de concertos que juntam a Associação de Surdos da
Ilha de São Miguel com a ondamarela e o Coral de São José. Não podemos
terminar esta crónica sem antes destacar a nova
experiência gastronómica Receitas do Baú - Na Nossa Mesa que leva os
participantes à mesa de várias casas de famílias da Vila de Rabo de
Peixe, com ementas tradicionais e histórias de vida que bem espelham as
tradições e costumes locais.