Teerão nega que haja reuniões com EUA marcadas para esta semana
Irão
Hoje 11:21
— Lusa/AO Online
“Não há nenhuma reunião
técnica dos grupos de trabalho planeada para esta semana”, afirmou o
vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Kazem Gharibabadi,
segundo a televisão estatal, classificando as notícias como incorretas.Nos
últimos dias a tensão entre os dois países voltou a aumentar após uma
agressão iraniana a um navio com bandeira de Singapura que navegava pelo
estreito de Ormuz.Washington descreveu
este incidente como uma violação do acordo estabelecido entre os EUA e
os iranianos, lançando posteriormente ataques aéreos de retaliação
contra o Irão. Teerão, por sua vez,
denunciou uma violação do cessar-fogo e respondeu com ataques contra
bases e infraestruturas controladas pelos norte-americanos no Médio
Oriente.O Irão afirmou no domingo que a responsabilidade pelo estreito recai exclusivamente sobre a República Islâmica.“Nenhuma
outra parte ou Estado está envolvido. Isto é perfeitamente claro no
memorando de entendimento, e qualquer intervenção ou ação unilateral só
irá piorar a situação e atrasar a reabertura do estreito”, disse o
ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi.O
Irão e Omã tiveram uma reunião sobre aquele canal, por onde passava,
antes da guerra, um quinto dos navios que transportavam petróleo para
todo o mundo. Nos últimos meses, as
autoridades iranianas têm insistido que o estreito deve ser gerido
conjuntamente por Teerão e Mascate, os dois Estados costeiros da zona. Washington e outros países já apelaram para o regresso ao estatuto anterior ao conflito, referindo-se à ausência de portagens.O
memorando de entendimento assinado entre Teerão e Washington para pôr
fim à guerra estipula que “a República Islâmica do Irão dialogará com o
sultanato de Omã para definir a futura administração e os serviços
marítimos no Estreito de Ormuz, em consulta com os outros Estados que
fazem fronteira com o golfo pérsico, em conformidade com o direito
internacional aplicável e os direitos soberanos dos Estados costeiros do
estreito de Ormuz”.O texto prevê que a
passagem de Ormuz seja gratuita “apenas durante 60 dias”, não estando
ainda definido o que acontecerá após esse período.