Teerão avisa países europeus para não se envolverem na guerra
Irão
Hoje 12:17
— Lusa/AO Online
O seu envolvimento “seria um
ato de guerra”, avisou o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão,
Esmail Baghai, numa conferência de imprensa realizada em Teerão.“Qualquer ato deste tipo contra o Irão seria considerado um ato de cumplicidade com os agressores”, acrescentou.Os
três países europeus adotaram na segunda-feira uma posição estratégica
comum, declarando-se prontos para tomar “ações defensivas proporcionais”
para destruir a capacidade do Irão de lançar drones e mísseis. O
primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, confirmou o apoio às
operações para impedir novos ataques iranianos e autorizou a utilização
de bases britânicas para apoio logístico aos Estados Unidos, tendo
ativado planos de contingência para retirar cidadãos do Golfo Pérsico.No
caso da Alemanha, o chanceler, Friedrich Merz, adotou um tom cauteloso,
evitando criticar as ações militares de Washington, mas sublinhando que
a prioridade alemã é o planeamento do pós-guerra e a garantia de que o
Irão abandonará definitivamente o seu programa nuclear. Merz,
que irá encontrar-se hoje, em Washington, com o Presidente
norte-americano, Donald Trump, sendo o primeiro líder mundial a fazê-lo
desde o início da ofensiva.Por seu lado, o
Presidente francês, Emmanuel Macron, admitiu a necessidade de defender
aliados regionais e interesses europeus, mas continua a enfatizar a
importância de evitar uma guerra regional total, mantendo canais abertos
com outros atores do Médio Oriente.Israel
e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão,
alegadamente para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e
Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na
região e alvos israelitas.