Técnicos superiores de diagnóstico em greve na quarta-feira
3 de jul. de 2020, 18:22
— Lusa/AO online
Num
comunicado enviado à agência Lusa, o Sindicato Nacional dos Técnicos
Superiores de Saúde (STSS) das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica
informa que a paralisação é uma "forma de protesto contra a recusa, por
parte do Governo Regional, em negociar para a Região Autónoma dos Açores
a revisão da carreira dos Técnicos Superiores das Áreas de Diagnóstico e
Terapêutica (TSDT) e os descongelamentos a aplicar a estes
profissionais". Nesse dia (08 de julho)
estão marcadas também concentrações em várias ilhas do arquipélago como
"forma de mostrarem a sua revolta face à situação", decorrendo os
protestos entre as 11:00 e as 13:00, lê-se na nota.As
concentrações estão programadas para as ilhas do Faial (em frente à
Assembleia Legislativa Regional, com a presença do vice-presidente do
STSS, Fernando Zorro), em São Jorge (em frente à representação da
Assembleia Legislativa), na Terceira (junto à secretaria regional da
Saúde), em São Miguel (em frente ao Palácio de Santana, presidência do
Governo Regional) e em Santa Maria, perto da Unidade de Saúde da Ilha.O
Sindicato sublinha que estes profissionais "querem ver as suas
carreiras descongeladas na nova tabela salarial, independentemente do
vínculo laboral, em vez de descongelarem na antiga tabela".Os
Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica dos Açores defendem,
por exemplo, que devem ser "reestruturadas as carreiras em três
categorias" e exigem "a alteração ao Decreto-Lei 25/2019, de 11 de
fevereiro, que contenha transições justas para os TSDT nas três
categorias da carreira e uma grelha salarial equiparada a outras
carreiras da Administração Pública, com o mesmo nível habilitacional e
profissional". “Esperamos que nos Açores, à
semelhança do que aconteceu na Madeira, o acordo possa ir mais além do
que aconteceu no continente”, sublinha o presidente do STSS, Luís
Dupont, citado na nota de imprensa.De
acordo com o sindicato, "em fevereiro", em reunião com a secretária
regional da Saúde dos Açores, Teresa Machado Luciano, "as estruturas
sindicais representativas do setor procuraram encontrar soluções que vão
ao encontro de uma maior equidade entre profissionais, tendo ficado
aberta a possibilidade de negociação destas matérias". “Agora
é preciso que essa vontade se traduza em negociação efetiva e vá de
encontro às reivindicações destes profissionais”, conclui Luís Dupont.