Teatro S.João acolhe início da "Odisseia Nacional" do D.Maria com "Casa Portuguesa"
12 de jan. de 2023, 11:58
— Lusa/AO Online
“Casa Portuguesa”, que foi o primeiro
espetáculo escrito e dirigido por Pedro Penim, enquanto diretor
artístico do Teatro Nacional D. Maria II (TNDM), estará em cena no S.
João até ao próximo dia 21, iniciando uma digressão que o levará a pelo
menos mais oito localidades portuguesas no âmbito da “Odisseia
Nacional”.A subida da peça ao palco do
Nacional do Porto constitui o arranque da programação do D. Maria em
2023 e acontece uma semana depois de, no Teatro Carlos Alberto, se
apresentar o espetáculo “Tratado, a Constituição Universal”.Enquanto
as portas do D. Maria II, no Rossio, Lisboa, estiverem fechadas para
obras estruturais, o TNDM percorrerá o país, do distrito de Vila Real ao
de Faro, dos Açores à Madeira, numa programação que Pedro Penim disse à
agência Lusa pretender que seja uma forma de “pensar as necessidades
dos territórios”, extravasando a simples produção de espetáculos.“Casa
Portuguesa” conta a história ficcional de um ex-soldado da Guerra
Colonial que vai conversando com os seus fantasmas, ao mesmo tempo que
se vê confrontado com o declínio e a transformação do ideal de casa,
família, país e do padrão da figura paterna, segundo a sinopse da peça.“Um
retrato do que foi, do que é e do que poderá ser (ou não ser) a célula
familiar patriarcal por excelência, a casa, tendo como pano de fundo os
acontecimentos recentes da nossa democracia e revisitando a mais
dolorosa das feridas abertas da nossa história”, acrescenta a sinopse.Vila
Real (04 de fevereiro), Braga (dia 11), Caldas da Rainha (26 de maio),
Castelo Branco (02 de junho), Guarda (09 de junho), Aveiro (17 de
junho), Ponta Delgada (14 de julho) e Funchal (16 de setembro) são as
datas já marcadas para a digressão da "Casa Portuguesa".A
“Odisseia Nacional” prevê quase duas centenas de espetáculos, em mais
de 90 concelhos do país, no contexto da programação do TNDM 'fora de
portas', expandindo-se em segmentos como "Atos", que assinala a primeira
parceria entre o D. Maria e a Fundação Calouste Gulbenkian.Entre
as dezenas de iniciativas e espetáculos produzidos, coproduzidos ou
acolhidos pelo D. Maria II, que estarão em circulação, contam-se “Lear”,
de Shakespeare, “O misantropo”, por Hugo van der Ding e Martim Sousa
Tavares, a partir de Molière, “A farsa de Inês Pereira”, com texto e
encenação do diretor artístico do D. Maria II, Pedro Penim, a partir de
Gil Vicente, e “Viagem por mim terra”, título inspirado em “Viagens na
minha terra”, de Almeida Garrett, uma criação do ator, dramaturgo e
encenador moçambicano Venâncio Calisto, residente em Portugal desde
2019.Para a administração do TNDM e a
direção artística, a "Odisseia Nacional" é uma visão de futuro para o D.
Maria, que introduz um "paradigma de excelência", que não permitirá
voltar atrás.