Teatro Micaelense recebe Orquestra Gulbenkian, Salvador Sobral e David Fonseca
22 de jul. de 2019, 10:33
— Lusa/AO Online
A temporada abre com a Sinfonietta de Ponta
Delgada, num concerto conduzido por Jean-Sébastien Béreau, com obras de
Tchaikovsky e Dvorák, seguindo-se, a 14, “O Novo Mundo e Clássicos de
Ópera”, pela Filarmónica Fundação Brasileira com o Coral de São José,
que apresentam um programa, que marca, também, a estreia da primeira
sinfonia para banda do compositor açoriano Antero Ávila. É
a 19 e 20 de setembro que, sob a direção do maestro José Eduardo Gomes,
a Orquestra Gulbenkian se apresenta no Teatro Micaelense, com dois
programas distintos.No primeiro dia, a
orquestra irá interpretar a Abertura de “La scala di seta”, de Gioachino
Rossini, o Concerto para Violino e Orquestra, em Mi menor, de Félix
Mendelssohn, e a Sinfonia n.º 8, de Ludwig van Beethoven, com o
violinista André Gaio Pereira.O segundo
concerto conta com o solista Ricardo Ramos, no fagote, e o programa
passa pelo Concerto Brandeburguês n.º 3, de Johann Sebastian Bach, e o
Concerto para Fagote e Orquestra, em Si bemol maior, e a Sinfonia n.º
40, em Sol menor, de Wolfgang Amadeus Mozart.A
música clássica regressa a 26 de outubro, com um concerto do Quarteto
Lacerda que celebra o 150.º aniversário do nascimento do compositor
açoriano Francisco Lacerda.No âmbito do
Festival de Música dos Açores, que acontece a 01 e 02 de novembro, sobem
ao palco do Teatro Micaelense o pianista Gottlieb Wallisch, no dia 01, e
o agrupamento austríaco Cantando Admont, que se junta ao coletivo
português ars ad hoc, para um espetáculo em torno da música do
compositor austríaco Beat Furrer.Ainda na
música, destacam-se Salvador Sobral, que traz o seu mais recente álbum,
“Paris, Lisboa”, a Ponta Delgada, no dia 19 de outubro, David Fonseca,
com “Radio Gemini_Closer”, a 23 de novembro, e a fadista Katia
Guerreiro, que, a 07 de dezembro, apresenta o álbum “Sempre”.Há,
também, lugar para o trio Origens, no dia 02 de outubro, com um
concerto de comemoração do Dia da Viola da Terra, e, a 15 de novembro,
“A Voice for Freedom”, enquadrado na programação do encontro Arquipélago
de Escritores, com um concerto em que Sara Miguel interpreta Nina
Simone.A programação inclui ainda teatro,
com “Sophia”, que marca o centenário do nascimento de Sophia de Mello
Breyner Andresen, uma peça de Amélia Lopes, encenada pela autora e por
Gilberto Cardoso; “Vão”, um espetáculo de circo contemporâneo da
Companhia Erva Daninha, e o grupo terceirense de comédia “Fala Quem
Sabe”. A dança sobe a palco com “Uníssono –
Composição para cinco bailarinos”, de Vítor Hugo Pontes, e “Farde-moi”,
que integram o Paralelo – Festival de Dança, e, já fora do festival,
com “A Bênção da Água”, do Ballet Teatro Paz, e “4”, do Estúdio 13.No
cinema, há espaço para a Mostra de Cinema Sueco, em que, de 05 a 06 de
outubro, passam os filmes “Jovem Astrid”, de Pernille Fischer
Christensen, “Com a cabeça nas nuvens”, de Petter Lennstrand, e “Na
Fronteira”, de Ali Abbasi. As habituais
noites de Cineclube trazem “Os Olhos de Orson Welles”, de Mark Cousins, e
“Em Chamas”, de Lee Chang-Dong, enquanto, no ciclo “O Filme da Minha
Vida”, se exibe “Cinema Paraíso”, de Salvatore Di Vitta. No
ano em que se assinalam 15 anos após a sua reabertura, que aconteceu a
05 de setembro de 2004, o Teatro Micaelense celebra a data com a visita
guiada “Por Detrás do Pano”, em que todos os funcionários do teatro
farão uma breve apresentação do seu trabalho, percorrendo os espaços.
A celebração continua com a exposição “15”, patente de 17 setembro a 02
de novembro, em que são exibidas 15 das fotografias de Guilherme
Figueiredo e Margarida Maia publicadas no livro “Teatro Micaelense”, com
texto de Helena Dias.A 14 de novembro, o
teatro recebe a mostra de fotografias de Bernardo Sassetti, selecionadas
por Daniel Blaufuks, “…E Ainda Por Cima Está Frio”, uma exposição que
integra o programa do encontro Arquipélago de Escritores.De setembro a dezembro o espaço acolhe, também, a mostra documental “Quando ir ao cinema era vir ao Teatro”.