Taxa de reciclagem aumentou na Região para 36,4% em 2023
26 de jul. de 2024, 14:53
— Lusa/AO Online
“Nós
acreditamos que é possível atingir esta meta em 2025. Será, sobretudo,
mais fácil, na nossa opinião, atingir as metas de 2030 e de 2035, mas
mesmo esta meta definida para 2025 nós acreditamos que temos condições
de a atingir, sendo certo que temos de continuar a contar com a
colaboração de todas as entidades que têm competência nesta matéria e
com uma atitude responsável por parte dos cidadãos”, afirmou Alonso
Miguel.O governante falava em Angra do
Heroísmo, na ilha Terceira, à margem da apresentação do relatório sobre
resíduos urbanos, relativo a 2023.Os
números indicam um aumento de 9%, entre 2022 e 2023, na taxa de
preparação para reutilização e reciclagem, que tem vindo a aumentar,
mantendo-se ainda assim longe das metas europeias, de 55% em 2025, 60%
em 2030 e 65% em 2035.“Nos últimos três
anos, a reciclagem aumentou de uma forma muito significativa, 17%,
fixando-se a taxa de preparação para reutilização e reciclagem em
36,4%”, vincou Alonso Miguel.Sete das nove
ilhas dos Açores apresentam uma taxa de reciclagem acima dos 60%, com a
Graciosa a atingir o valor mais elevado (79,3%).No entanto, as duas ilhas mais populosas, São Miguel e Terceira, ainda estão muito abaixo da meta para 2025.Enquanto
São Miguel registou um aumento de 28,5 para 33,7%, entre 2022 e 2023, a
Terceira praticamente estagnou, passando de 19,5 para 19,7%.O
secretário regional do Ambiente e Ação Climática considera, no entanto,
que a entrada em funcionamento dos centros de tratamento mecânico e
biológico na ilha de São Miguel, que produz mais de metade dos resíduos
urbanos da região, terá impacto na taxa de reciclagem regional.“O
peso relativo da ilha de São Miguel é substancial e o facto de termos
estas duas unidades construídas em São Miguel, que já estão a ser
afinadas, implica que possamos fazer uma triagem muito maior de
materiais recicláveis”, explicou.Quanto à
ilha Terceira, a única do arquipélago com uma central de valorização
energética em funcionamento, Alonso Miguel admitiu que é necessário
encontrar “outro tipo de solução e equipamento que permita fazer uma
pré-triagem dos materiais e aumentar a recolha”.“Temos
estado em conversação com as câmaras municipais e com a Teramb [empresa
intermunicipal], no sentido de poder encontrar novas soluções, com
recurso a fundos comunitários, para as quais o Governo Regional está
disponível para contribuir na vertente não cofinanciada”, adiantou.O
relatório de 2023 indica ainda uma quebra, pelo segundo ano
consecutivo, na produção de resíduos nos Açores, que atingiu um valor
total de 149.427 toneladas, menos 314 (0,2%) do que em 2022.“É
uma quebra ligeira de 0,2%, mas é simbólica, porque marca uma inversão
na tendência de crescimento que se vinha verificando”, salientou o
titular da pasta do Ambiente.A produção de
resíduos urbanos per capita baixou para 1,71 quilogramas por dia, ainda
assim, acima da verificada a nível nacional (1,4 quilogramas).Em
2023, a região valorizou mais de metade dos resíduos urbanos produzidos
(61%), com 28% a serem encaminhados para valorização material
(reciclagem), 17% para valorização orgânica (compostagem) e 16% para
valorização energética (incineração).“Houve
uma redução muito significativa na taxa de deposição de resíduos em
aterro de cerca de 8%, que se fixa agora em 38,9%”, destacou Alonso
Miguel.Também a retoma de embalagens
registou um aumento de 4,8%, totalizando 18.837 toneladas (78,5 quilos
por habitante), “fruto do sistema de depósito de embalagens não
reutilizáveis de bebidas” existente na região.