Taxa de jovens que não trabalham nem estudam nos Açores baixou para 15,1%
24 de mai. de 2023, 17:21
— Lusa
“Temos verificado já
um decréscimo desta taxa de jovens NEET. Quando, no primeiro trimestre
de 2022 tínhamos 17,5%, neste momento temos 15,1%. Isso dá bem nota de
que estes jovens estão a ser integrados no mercado de trabalho”, disse,
em declarações aos jornalistas, a secretária regional da Juventude,
Qualificação Profissional e Emprego, Maria João Carreiro.A
governante falava em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, à margem da
sessão de abertura da conferência internacional “Guia para a inclusão
social de jovens NEET”, organizada pela Rural NEET Youth Network, em que
participam 50 investigadores de vários países da Europa.Os
Açores são uma das regiões do país com maior percentagem de jovens que
não estudam, não trabalham e não frequentam formação profissional.Segundo
Maria João Carreiro, para a redução registada no início de 2023
contribuíram as políticas de emprego implementadas pelo executivo
açoriano (PSD/CDS-PP/PPM), incluindo a criação do Gabinete de Orientação
Vocacional e Profissional (GOVP), que percorre todos os concelhos da
região, em colaboração com juntas de freguesia e Instituições
Particulares de Solidariedade Social (IPSS).“Desde
que o GOVP iniciou a sua atividade [no final de 2022], tiveram registo
nos serviços de emprego da região 4.693 jovens NEET, com idades
compreendidas entre os 18 e os 34 anos. Destes, 15% (678) foram
colocados em ofertas de emprego e 21% (993) foram encaminhados para
formação”, salientou.O número de jovens
NEET registados atualmente nos serviços de emprego baixou para 1.923,
dos quais “673 estão inscritos há mais de seis meses”.“Dos
582 planos pessoais de emprego já realizados pelo GOVP com os
desempregados com baixo perfil de empregabilidade, 316 foram com jovens
NEET, sendo que 178 já estão a trabalhar e os restantes foram
orientados, para além das ofertas de emprego, para programas de estágio e
formação”, frisou a governante.Maria João
Carreiro disse que o problema é transversal a todas as ilhas, ainda que
haja uma maior incidência em alguns concelhos.“O
GOVP tem sempre um plano individual de emprego para cada um dos jovens,
em função de onde está inserido, do seu projeto de vida, do meio
familiar. É um plano individual, para que seja motivacional e que leve
este jovem a integrar o mercado de trabalho com maior facilidade”,
apontou.Para a titular da pasta do
Emprego, a redução do número de jovens NEET passa, sobretudo, por uma
maior aposta na qualificação, mas o Gabinete de Orientação e Vocação
Profissional tem várias áreas de intervenção. “Muitas
vezes estamos a falar de pessoas que têm fracas competências em termos
de empregabilidade, mas muitas vezes também associadas a uma baixa
autoestima, uma baixa motivação. Temos de olhar cada caso. O nosso
objetivo é formar para empregar, desde logo quando estamos a falar de
jovens com fracas competências e baixas qualificações”, frisou.