Taxa de desemprego sobe para os 7,8% no 3.º trimestre
4 de nov. de 2020, 13:50
— Lusa/AO Online
De acordo com o Instituto Nacional de
Estatística (INE), entre julho e setembro, a população desempregada,
estimada em 404,1 mil pessoas, aumentou 45,1% (125,7 mil) em relação ao
trimestre anterior, o que corresponde à taxa de variação trimestral mais
elevada da série iniciada em 2011. Em relação ao trimestre homólogo, a população desempregada aumentou 24,9% (80,7 mil pessoas).A
população inativa com 15 e mais anos, foi estimada em 3,7 milhões de
pessoas, diminuindo 4,8% (185,8 mil) relativamente ao trimestre anterior
e aumentando 3,0% (108,5 mil) em relação ao trimestre homólogo.“A
redução trimestral da população inativa foi acompanhada pelo aumento da
população desempregada e, em menor grau, da população empregada”,
refere o INE.A transição da inatividade
para o desemprego refletiu, segundo o instituto, o alívio das
condicionantes à mobilidade e contacto social existentes no segundo
trimestre que decorreram da pandemia, permitindo uma maior facilidade na
procura ativa de emprego e disponibilidade para começar a trabalhar,
critérios cujo cumprimento é necessário para a classificação enquanto
desempregado.A subutilização do trabalho -
que agrega a população desempregada, o subemprego de trabalhadores a
tempo parcial, os inativos à procura de emprego, mas não disponíveis e
os inativos disponíveis, mas que não procuram emprego - abrangeu, por
sua vez, 813,7 mil pessoas, tendo aumentado 8,7% (65,0 mil) em relação
ao trimestre anterior e 21,9% (146,0 mil) em relação ao homólogo.A
taxa de subutilização do trabalho, estimada em 14,9%, aumentou 0,9
pontos percentuais relativamente ao trimestre precedente e 2,7 pontos
percentuais por comparação com um ano antes.O aumento da subutilização do trabalho foi explicado maioritariamente pelo aumento do desemprego, indica o INE.A
população empregada, por sua vez, aumentou 1,5% abrangendo um total de
cerca de 4,8 milhões de pessoas (mais 68,7 mil) por comparação com o
trimestre anterior, mas diminuiu 3,0% (147,9 mil) em relação ao
homólogo.Simultaneamente, a população
empregada ausente do trabalho na semana de referência diminuiu 24,4%
(263,3 mil) em relação ao trimestre anterior e aumentou 6,5% (49,4 mil)
relativamente ao 3.º trimestre de 2019.De
modo semelhante, observou-se um acréscimo trimestral de 17,4% e uma
redução homóloga de 7,2% do volume de horas efetivamente trabalhadas,
refere o INE.Por regiões, no terceiro
trimestre de 2020, a taxa de desemprego foi superior à média nacional em
quatro regiões do país: Área Metropolitana de Lisboa (9,5%), Madeira
(8,6%), Algarve (8,5%) e Norte (7,9%).Nos Açores (6,7%), no Alentejo (6,2%) e no Centro (5,8%) as taxas de desemprego ficaram abaixo daquele valor.Em relação ao trimestre anterior, a taxa de desemprego aumentou em todas as regiões.Os
dois maiores acréscimos trimestrais foram observados na Área
Metropolitana de Lisboa (3,0 pontos percentuais) e no Alentejo (2,9
pontos percentuais).Em termos homólogos, a taxa de desemprego aumentou em cinco regiões e diminuiu em duas.Os
dois maiores acréscimos verificaram-se no Algarve (3,2 pontos
percentuais) e na Área Metropolitana de Lisboa (3,1 pontos percentuais),
enquanto os dois únicos decréscimos se observaram nos Açores (0,6
pontos percentuais) e no Alentejo (0,8 pontos percentuais).